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Essa é a eleição das mulheres: o que eu e a Tabata Amaral vemos em 2026

“Eu nunca vi um ano tão sofrido pras mulheres.” Foi assim que a Tabata Amaral começou uma das falas mais fortes da roda de conversa que a gente fez em Campinas, em maio. E ela não estava exagerando.

O que a Tabata disse?

Ela lembrou que as coisas melhoraram muito. Há noventa anos, mulher nem votava nem podia ser eleita no Brasil. Mas, em 2026, o país convive com números altos de feminicídio, violência doméstica e estupro, e com uma coisa nova: político e candidato achando normal dizer que mulher não deveria votar. “Isso não existia dez anos atrás”, ela disse.

A aposta dela, e do nosso partido, é que a sociedade reage. “Eu tenho pra mim que essa é a eleição das mulheres.” Com Simone Tebet e Marina Silva disputando o Senado e com tanta mulher cansada de ter medo, é difícil discordar.

Por que isso me preocupa tanto?

Eu comecei na política com 14 anos. Recebo ataque e xingamento todo dia e sigo, porque sei que faz parte. Mas ouvir gente defendendo, em pleno 2026, que mulher não deveria votar é outra coisa. É sinal de que tem um projeto avançando, inclusive aqui no estado de São Paulo, que trata a mulher como alguém que deveria ficar calada.

E enquanto esse debate acontece, mulher continua morrendo. O feminicídio é o fim de um ciclo que quase sempre dava pra interromper antes: com acolhimento, com Delegacia da Mulher aberta à noite e no fim de semana, com rede de proteção funcionando no interior. Foi isso que eu e a Tabata pedimos juntas em 2025, na campanha “vacinada contra o feminicídio”.

O que fazer com isso?

Votar em mulher que tem compromisso com a vida das mulheres. Conversar com a sua mãe, a sua tia, a sua vizinha. Mandar esse texto pra uma amiga. A resposta a quem acha que mulher não deveria votar é mulher votando, e votando bem.

Em resumo

Perguntas frequentes

Por que 2026 seria a eleição das mulheres?
Porque, segundo a Tabata Amaral, a violência contra a mulher e os ataques ao voto feminino chegaram a um ponto que deve provocar uma reação da sociedade nas urnas.

O que Rebeca Cristina defende para as mulheres?
Acolhimento e prevenção: Delegacias da Mulher 24 horas, mais Casas da Mulher Brasileira e rede de proteção funcionando em todo o estado de São Paulo.


Rebeca Cristina é candidata a deputada estadual por São Paulo pelo PSB. Para federal, Tabata 4040. Para estadual, VOTE 40340. Conheça a parceria das duas aqui.