Rebeca Cristina é educadora social e estudante de Geografia na Unicamp. Nasceu e cresceu em Campinas, no Padre Anchieta, filha de professores que só chegaram à universidade porque existia o PROUNI. Estudou em escola pública e diz que não aprendeu sobre desigualdade em livro: aprendeu em casa, no bairro, no ônibus, na fila.
Começou na política aos 14 anos, no grêmio da Escola Maria Isabel. Sua formação técnica é em mobilização e educação social, e é esse método que sustenta o que construiu desde então: o Clube Santo, que levou esporte às periferias de Campinas e alcançou mais de mil crianças; o Escola Sem Assédio, que forma professoras e conversa com crianças sobre respeito ao próprio corpo; o Carnaval Sem Assédio, que hoje alcança a cidade inteira; e os Ciclos de Proteção, encontros gratuitos e abertos para formar rede de proteção, inclusive chamando homens para a responsabilidade que também é deles. Quando o estado quis fechar salas de aula no Parque Oziel, participou da denúncia que reverteu a decisão.
É candidata a deputada estadual por São Paulo. Defende que a política só faz sentido quando começa por quem sempre foi deixado de fora, que o cuidado precisa ser projeto coletivo e não peso individual, e que o enfrentamento ao feminicídio começa muito antes do crime. Suas três bandeiras são mulheres vivas, cidades seguras e educação pública de qualidade.