Você sabia que o Carnaval, uma das festas mais vibrantes e esperadas do nosso país, pode vir acompanhado de um aumento de até 20% nos casos de violência sexual? É um dado que me choca e que, ao mesmo tempo, me impulsiona na luta por uma Campinas mais segura e acolhedora. Foi por isso que, em fevereiro deste ano, eu e minha amiga Gabi organizamos a campanha Carnaval Sem Assédio.
Qual o impacto da violência sexual no Carnaval?
A alegria do Carnaval não pode ser sinônimo de vulnerabilidade. A estatística de que a violência sexual pode aumentar em até 20% durante esse período é um alerta urgente. Muitas pessoas, principalmente mulheres, acabam tendo a experiência de folia marcada por medo ou por situações de assédio e agressão. Isso é inaceitável. A gente precisa garantir que a festa seja de todos, com respeito e segurança para todas as pessoas.
Como o Carnaval Sem Assédio atua na proteção das mulheres?
Em fevereiro, o Carnaval Sem Assédio tomou as ruas da Praça do Urval Patário, em Barão Geraldo. Com a ajuda da minha amiga Gabi e de muitos voluntários, nossa organização conseguiu alcançar mais de 5 mil pessoas durante o Carnaval de Barão Geraldo. Não foi só uma campanha de conscientização, foi um movimento para mostrar que é possível e necessário ter um Carnaval diferente, onde o respeito prevaleça. A gente conversou, distribuiu materiais e criou um espaço de diálogo sobre consentimento e limites.
Meu compromisso com Campinas é ampliar essa iniciativa. Não quero que o Carnaval Sem Assédio seja apenas um evento pontual. Quero que ele se torne parte da cultura viva da nossa cidade, expandindo as redes de acolhimento e garantindo mais segurança para todos os foliões, não só em Barão Geraldo, mas em Campinas inteira. Precisamos de políticas públicas e de uma mudança de mentalidade que torne o combate à violência sexual uma prioridade contínua.
Por que a segurança e o acolhimento devem ser parte da cultura?
Quando falamos em “cultura viva”, estamos falando de algo que se enraíza na nossa sociedade, que é praticado e valorizado por todos. Um Carnaval Sem Assédio significa que a segurança, o respeito e o acolhimento não são apenas metas, mas valores intrínsecos à nossa forma de celebrar. É sobre criar um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para denunciar, onde as vítimas encontrem apoio e onde os agressores sejam responsabilizados. Essa é uma reflexão que a gente precisa fazer enquanto sociedade, para que ninguém se sinta sozinho nessa luta. Contem comigo para instituir o Carnaval Sem Assédio como parte permanente da nossa cultura em Campinas.
Em resumo
- A violência sexual pode aumentar em até 20% durante o Carnaval, exigindo ações de combate e prevenção.
- A campanha Carnaval Sem Assédio, organizada em Barão Geraldo, alcançou mais de 5 mil pessoas com ações de conscientização.
- O objetivo é expandir o Carnaval Sem Assédio para toda Campinas, focando na ampliação das redes de acolhimento e segurança.
- Rebeca Cristina defende que a campanha se torne parte da cultura viva da cidade, garantindo um Carnaval seguro e acolhedor.
Perguntas frequentes
O que é o Carnaval Sem Assédio?
É uma campanha de conscientização e prevenção à violência sexual, que busca promover um ambiente de respeito e segurança durante as celebrações de Carnaval.
Onde a campanha já atuou em Campinas?
A campanha iniciou suas atividades em Barão Geraldo, na Praça do Urval Patário, e busca expandir sua atuação para toda a cidade de Campinas.
Qual a importância de campanhas como essa?
Campanhas como o Carnaval Sem Assédio são cruciais para educar a população sobre consentimento, oferecer apoio a vítimas e pressionar por políticas públicas que garantam a segurança e o acolhimento, transformando a cultura de festa em uma cultura de respeito.