Eu tenho orgulho de ser aluna cotista da Unicamp. E mais ainda de lutar por uma universidade pública, acessível e de qualidade, que seja para todos. O que a gente tem visto nos últimos tempos, especialmente com a aproximação das eleições, é uma proliferação de mentiras e ataques diretos à nossa universidade, e eu não posso ficar calada diante disso.
Por que a Unicamp e seus estudantes estão sob ataque?
Recentemente, eu saí da Câmara de Campinas, onde estive acompanhando a sessão, mas meu principal motivo era defender a Unicamp e seus estudantes. Não é de hoje que a universidade, e em especial o IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), se torna alvo de ataques políticos. Vereadores de direita têm ido até lá com o objetivo claro de atacar estudantes trans e estudantes negros, usando como desculpa as pichações que existem no prédio do IFCH.
Quem frequenta a Unicamp sabe que essas pichações não são o problema real. Elas fazem parte de uma área do IFCH, junto com outras manifestações que acontecem dentro do Instituto, e são uma particularidade dele. Outros prédios da universidade não estão pichados da mesma forma. É uma distração para desviar o foco do que realmente importa e do que realmente está em jogo: o direito à educação e a inclusão de todos.
Quais são as lutas reais dos estudantes da Unicamp?
Nós, estudantes, enfrentamos problemas de verdade e lutamos por melhorias concretas. Até o ano passado, por exemplo, era servida “carne podre” no bandejão. Foi com a nossa mobilização que a empresa responsável pela comida foi trocada.
Também foi com a mobilização estudantil que conseguimos as cotas permanentes na Unicamp. E agora, estamos na luta pelas cotas trans, inclusive tivemos um evento lá hoje sobre o tema. Todas essas conquistas e reivindicações partem de nós, os alunos. Se alguém quer entender como a dinâmica da universidade funciona, basta ir lá, conversar com a gente e ver a realidade de perto.
É mentira o que espalham na internet sobre a Unicamp e sobre o IFCH. A Unicamp e o IFCH resistem porque são espaços de pensamento crítico, de diversidade e de luta por uma sociedade mais justa. Eu, como estudante de Geografia que entrei em 2023, sei o valor dessa luta e o quanto é importante defender a universidade pública de qualidade.
Em resumo
- A Unicamp e o IFCH são alvos de ataques políticos que usam as pichações como pretexto.
- Esses ataques visam principalmente estudantes trans e negros da universidade.
- Estudantes da Unicamp se mobilizaram para resolver problemas como a qualidade da alimentação.
- A luta estudantil foi fundamental para a implementação das cotas permanentes e agora pelas cotas trans.
Perguntas frequentes
O que é o IFCH da Unicamp?
O IFCH é o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, um dos centros de estudo e pesquisa da universidade.
Quais são os ataques à Unicamp mencionados?
Os ataques incluem a disseminação de informações falsas e a visita de políticos de direita ao campus, visando descredibilizar a instituição e atacar estudantes específicos, como os trans e negros.
Qual a importância das cotas na Unicamp?
As cotas são fundamentais para garantir a acessibilidade e a diversidade na universidade pública, permitindo que estudantes de diferentes origens e realidades sociais tenham a oportunidade de acesso ao ensino superior.