Você acreditaria se eu te dissesse que a cada 17 horas morre uma mulher vítima de feminicídio no Brasil? Ou que 70% desses casos são cometidos por pessoas próximas à vítima? Pois é, eu também fico chocada com esses números, que infelizmente são muito reais e mostram a gravidade da situação que vivemos. No ano passado, mais de 250 mulheres foram vítimas dessa atrocidade só aqui em São Paulo. Essa é uma realidade que não podemos ignorar.
Por que o feminicídio persiste e o que podemos fazer?
Essa realidade pavorosa não é um acaso. Ela se mantém por diversos motivos, que vão muito além do patriarcado, que, claro, é a raiz mais óbvia de tudo isso. A gente precisa falar sobre o medo que muitas mulheres sentem ao fazer uma denúncia, sobre a precariedade no atendimento quando elas finalmente buscam ajuda, sobre a desigualdade social que as deixa mais vulneráveis e a falta de acesso a serviços de apoio em áreas onde a proteção deveria ser prioridade.
Como ativista política e alguém que está há cinco anos nessa luta, eu vejo de perto as consequências dessa negligência. Não é só sobre a falta de estrutura, é sobre a falta de uma rede de proteção eficiente, de políticas públicas que realmente cheguem a quem precisa e de um sistema que acolha e dê dignidade a essas mulheres.
É por isso que eu criei um abaixo-assinado. Não é só para mostrar nossa indignação, mas para exigir, de forma concreta, a ampliação dos equipamentos de acolhimento para mulheres vítimas de violência. Precisamos de mais casas-abrigo, mais centros de referência, mais equipes multidisciplinares preparadas para atender essas vítimas com o cuidado e a sensibilidade que elas merecem.
Eu vim aqui hoje pedir a sua ajuda para que essa causa chegue a mais pessoas. Curta, compartilhe, engaje. Leve essa discussão para seus espaços. Se você também quer ajudar a mudar o mundo, mesmo que exija só um pouquinho do seu tempo, assine o abaixo-assinado em rebecacristina.com/abaixo-assinado. Juntos, podemos fazer a diferença e lutar por um futuro onde nenhuma mulher seja vítima de feminicídio.
Em resumo
- Uma mulher morre a cada 17 horas vítima de feminicídio no Brasil.
- 70% dos casos de feminicídio são cometidos por pessoas próximas à vítima.
- Mais de 250 mulheres foram vítimas de feminicídio em São Paulo no ano passado.
- A persistência do feminicídio está ligada ao patriarcado, medo de denunciar, precariedade de serviços e desigualdade social.
- Um abaixo-assinado foi lançado para exigir a ampliação de equipamentos de acolhimento a mulheres vítimas de violência.
Perguntas frequentes
O que é feminicídio?
É o assassinato de mulheres pela sua condição de gênero, muitas vezes cometido por parceiros ou ex-parceiros em um contexto de violência doméstica e familiar, ou por menosprezo à condição feminina.
Quais são os principais motivos da persistência do feminicídio no Brasil?
A persistência do feminicídio é multifacetada, envolvendo o patriarcado, o medo das vítimas em denunciar seus agressores, a precariedade no atendimento e acolhimento dos serviços de apoio e a desigualdade social que vulnerabiliza ainda mais as mulheres.
Como posso ajudar na luta contra o feminicídio?
Você pode ajudar compartilhando informações e conscientizando sobre o tema, apoiando iniciativas de proteção e acolhimento às mulheres, e assinando o abaixo-assinado por mais políticas públicas e equipamentos de apoio.