Gente, vocês viram essa notícia daqui de Campinas? Um homem foi preso por vender imagens de abuso sexual infantil. Eu fico pensando, você já parou para pensar que essa pessoa poderia ser seu vizinho, seu amigo, seu parente? Porque essa é a realidade. Essas pessoas estão inseridas na nossa sociedade, vivendo normalmente, e o pior: lucrando com o estupro de crianças. Abuso infantil não é “conteúdo”, é crime. E a gente precisa falar sobre isso.
Por que o abuso infantil é um problema tão profundo e silencioso?
A Polícia Federal estima que esse criminoso ganhava mais de 9 mil reais por mês fazendo isso. Quantas pessoas você conhece que conseguem um emprego bom que pague esse valor no Brasil? É difícil. Mas lucrar com a dor e o sofrimento de crianças indefesas, infelizmente, parece ser um caminho mais “fácil” para alguns. Essa prática é mais comum do que a gente imagina no nosso país. Eu já expus isso em outros momentos, e os dados mostram que a prática de abuso e exploração sexual infantil vem aumentando drasticamente ano após ano.
Essa realidade dói, mas precisamos encará-la. As crianças e os adolescentes são as vítimas mais vulneráveis. Elas têm muita dificuldade de expor o que está acontecendo, muitas vezes são silenciadas nas suas próprias famílias, dentro de casa. E até quando nós vamos nos calar e aceitar que essa seja a realidade do nosso país? Até quando vamos aceitar que nossos vizinhos, nossos parentes, nossos amigos podem ser esses abusadores? Porque essa é a realidade, gente. Uma pessoa que você conhece, que está do seu lado, muitas vezes está envolvida nisso. É o que as estatísticas apontam.
Qual o papel da sociedade no enfrentamento à exploração sexual de crianças?
Eu sou fundadora de projetos como o Escola Sem Assédio e o Carnaval Sem Assédio. Ou seja, eu atuo diretamente na prevenção à violência sexual, porque acredito que é na base, na educação e na conscientização, que a gente começa a mudar esse cenário. Mas não basta atuar na prevenção. Precisamos de políticas públicas eficazes de proteção e acolhimento para as vítimas e de punição severa para os agressores.
Essa luta é de todos nós. Não podemos fechar os olhos. O silêncio só alimenta o ciclo de violência. Quando a gente se cala, a gente permite que mais crianças sejam vítimas. É hora de romper esse silêncio e exigir que as autoridades e a sociedade deem a devida atenção a essa pauta tão urgente.
Como podemos lutar contra o abuso sexual infantil?
A minha causa é pelo fim da violência sexual, pelo fim do feminicídio e pela ampliação do acolhimento no estado de São Paulo. Por isso, eu quero te deixar aqui o convite para assinar o nosso abaixo-assinado, que é uma ferramenta importante para pressionar por mudanças. Você pode assinar acessando o link em rebecacristina.com.
Se você também está nessa luta contra a violência sexual, pelos direitos das mulheres e, principalmente, pelos direitos das crianças, vem fazer parte disso. A nossa voz unida é mais forte e pode, sim, gerar a mudança que tanto precisamos.
Em resumo
- Um homem foi preso em Campinas por vender imagens de abuso sexual infantil, lucrando mais de 9 mil reais por mês.
- A Polícia Federal estima que criminosos lucram alto com a exploração de crianças.
- A prática de abuso e exploração sexual infantil tem aumentado drasticamente no Brasil.
- Crianças e adolescentes têm dificuldade em denunciar e muitas vezes são silenciados por suas famílias.
- Rebeca Cristina é fundadora dos projetos Escola Sem Assédio e Carnaval Sem Assédio, atuando na prevenção da violência sexual.
- É crucial romper o silêncio e assinar o abaixo-assinado por mais proteção e acolhimento às vítimas.
Perguntas frequentes
O que é abuso sexual infantil?
Abuso sexual infantil é qualquer forma de exploração sexual de uma criança ou adolescente por um adulto ou outra criança mais velha. Inclui contato físico, exposição a conteúdo sexual, ou uso da criança para produção de material sexual.
Como identificar sinais de abuso em crianças?
Sinais podem ser físicos (machucados sem explicação, infecções) ou comportamentais (medo excessivo, mudanças de humor, isolamento, pesadelos, comportamento sexualizado inadequado para a idade, recusa em ir a certos lugares ou ficar com certas pessoas).
Onde denunciar casos de abuso infantil?
Você pode denunciar casos de abuso infantil de forma anônima ligando para o Disque 100, procurando o Conselho Tutelar, a Polícia Civil ou o Ministério Público. Em Campinas, também é possível buscar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).