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O massacre silencioso da juventude: por que 60 jovens morrem por dia no Brasil e ninguém fala?

É um soco no estômago saber que, no Brasil, 60 jovens são assassinados por dia. Entre 2012 e 2022, foram mais de 321 mil vidas interrompidas. Essa não é uma fatalidade, um acidente. É uma consequência que, de tão persistente, chega a parecer um plano. E enquanto essa tragédia silenciosa devora uma geração inteira, parece que a nossa atenção é constantemente desviada para problemas que são, no mínimo, irreais, que só existem no discurso e nos afastam da realidade brutal que muitos enfrentam.

Por que a juventude brasileira está sendo apagada?

Segundo dados do Fórum de Segurança Pública, o homicídio é a principal causa de morte entre jovens no nosso país. E quem são essas vítimas? Em sua maioria, homens negros da periferia. Esse é um apagamento sistemático de uma geração inteira, um verdadeiro massacre silencioso que acontece bem debaixo dos nossos olhos. É uma dor que eu vejo de perto, uma luta que a gente precisa encarar de frente.

Enquanto isso, o Brasil envelhece. Há cada vez mais idosos e menos jovens, e a taxa de natalidade também vem caindo ano após ano. Na última década, a proporção de pessoas com mais de 65 anos dobrou, enquanto o número de crianças e adolescentes reduziu. Isso significa que o país está perdendo sua força de trabalho, sua capacidade produtiva e a renovação social. E ainda assim, continuamos matando nossos jovens como se fossem descartáveis.

Qual o custo de ignorar o massacre da juventude?

Essa tragédia tem um custo imenso, não só em vidas, mas no futuro da nossa nação. Ao permitir que essa violência persista, estamos comprometendo a capacidade do Brasil de se desenvolver, de inovar, de ter novas perspectivas. Estamos perdendo mentes brilhantes, talentos, sonhos.

Ao mesmo tempo, vejo surgir uma nova leva de jovens conservadores ganhando espaço nas redes. Eles defendem discursos moralistas, nostálgicos e muitas vezes racistas e elitistas. O conservadorismo juvenil, em grande parte, serve para defender privilégios e o status quo. Raramente propõem políticas reais para reduzir as desigualdades e combater a violência que assola a nossa juventude.

Por que nos distraímos de problemas tão urgentes?

É mais fácil lidar com os problemas de forma superficial do que encarar os reais desafios da violência, da fome e do abandono de crianças e adolescentes. Enquanto isso, crescem na internet nichos que tratam bebês reborn ou pets como filhos de verdade. Sei que isso pode parecer ofensivo para alguns, mas é sintomático. É um sintoma de uma sociedade que prefere se refugiar em realidades paralelas do que enfrentar a urgência da vida real.

Defendem ordem, mérito, família tradicional, mas pouco se fala dos jovens que morrem aos milhares no nosso país. E, mais uma vez, lembrando que esses jovens são, em sua maioria, negros e pobres. Isso não é apenas uma tragédia, é uma escolha política. É uma escolha de não proteger, de não acolher e de não deixar a juventude sonhar. Nós precisamos ocupar espaços e mudar essa realidade. Se você quer saber mais sobre como podemos fazer isso, acompanhe meu trabalho e minhas redes sociais.

Em resumo

Perguntas frequentes

Quantos jovens são assassinados diariamente no Brasil?
Segundo dados do Fórum de Segurança Pública, 60 jovens são assassinados por dia no Brasil.

Quem são as principais vítimas dessa violência?
A maioria das vítimas são homens negros da periferia.

Qual o impacto dessa perda para o país?
O Brasil perde sua força de trabalho, capacidade produtiva e a renovação social, comprometendo o futuro da nação.