← Voltar ao início

A liberdade de ser na escola: o que a arte de Yago e Ney Matogrosso nos ensinam

Eu fiquei muito emocionada vendo o estudante Yago interpretar Ney Matogrosso em uma apresentação na escola. A performance dele não só viralizou e emocionou o Brasil, mas também me fez pensar profundamente sobre o papel da escola e a importância de espaços que acolham a verdadeira essência dos nossos jovens.

Por que a expressão artística é tão importante na escola?

Eu sou muito fã do Ney Matogrosso. Desde criança, sempre me conectei muito com as músicas dele, e para mim, ele é um dos maiores artistas da história do nosso país. Não só pela sua performance única e pelo que ele entregou no palco, mas pelo que ele representou em um momento de repressão e censura durante a ditadura militar. A atitude dele era uma forma de resistência e liberdade.

Ver o Yago não só emular a essência do Ney, mas se tornar o próprio artista ali, no palco da escola, é sensacional! Isso mostra o poder transformador da arte e como ela pode ser um veículo para os alunos buscarem maneiras de se expressar. Quando a escola se torna um ambiente onde a criatividade e a liberdade de ser são elevadas, os jovens podem ir muito longe e, de fato, conquistar o mundo.

Qual o papel da escola nesse processo?

Eu sei muito bem o que é essa busca por expressão, porque também passei por isso na minha época de escola. Eu não era artista, não dançava nem cantava, mas constantemente procurei por formas de atuar, de estar presente, sem ser daquela maneira “quadrada” que muitas vezes me incomodava. E eu sei que esse incômodo não é só meu.

Não há nenhum problema em ter que estudar matemática, física, química, português, inglês. Essas matérias são fundamentais. Mas existe um grande problema quando a gente não tem espaço para se expressar, para ser quem a gente é de verdade. A escola, infelizmente, pode ser um ambiente repressivo, onde a individualidade é sufocada.

Reconhecer quem nós somos, especialmente na adolescência, quando temos 14, 15 anos e estamos nos descobrindo, é extremamente importante. Isso nos ajuda a nos tornarmos adultos que realmente contribuem com algo, não de uma forma utilitarista, mas com o coração, com aquilo que nos emociona e nos apaixona.

Como construir uma escola livre e acolhedora?

Uma das minhas principais lutas na minha trajetória tem sido justamente para criar uma escola livre de violências, uma escola que acolha e que permita aos alunos serem quem eles são, se expressando da forma deles. Essa é a base do meu trabalho com a “Escola Sem Assédio”, que busca proteger crianças e adolescentes da violência sexual, mas também criar um ambiente de respeito e liberdade para todos.

Acredito que uma escola assim vai criar um futuro onde a gente olhe para a realidade com mais sensibilidade, lide com as pessoas e os problemas de uma forma mais humana. É assim que, de fato, teremos uma vida e uma infância sem violências.

O vídeo do Yago foi para elogiar essa linda homenagem ao Ney Matogrosso, mas também para reforçar o meu compromisso com uma educação que liberta e protege. Se você quer fazer parte de um movimento que luta pela vida das mulheres, que luta por uma escola segura e pela proteção da nossa juventude, convido você a conhecer mais sobre o meu trabalho em rebecacristina.com.

Em resumo

Perguntas frequentes

Por que a performance de Yago foi tão impactante?
A performance de Yago emocionou o Brasil ao combinar talento artístico com a mensagem de liberdade e expressão, inspirada na trajetória de Ney Matogrosso, que representou resistência em tempos de repressão.

Como a Rebeca Cristina se conecta com o tema da expressão na escola?
Rebeca se identifica com a busca por formas de expressão na escola, vindo de uma experiência pessoal onde sentia falta de espaços menos “quadrados” para atuar e se desenvolver.

O que é a “Escola Sem Assédio”?
A “Escola Sem Assédio” é um projeto fundado pela Rebeca Cristina que visa proteger crianças e adolescentes da violência sexual e construir um ambiente escolar seguro, acolhedor e livre para a expressão dos alunos.