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Feminicídios em SP: Por que precisamos construir um estado seguro para todas?

É um soco no estômago saber que, em 2024, o estado de São Paulo registrou um recorde alarmante de feminicídios. Essa não é apenas uma estatística, são vidas de mulheres interrompidas, famílias destruídas e uma sociedade que falha em proteger quem mais precisa. Para mim, que estou há anos na linha de frente dessa luta, esses números são um chamado urgente à ação. Não podemos aceitar essa realidade.

Por que os números de feminicídio em São Paulo são tão alarmantes?

Quando eu falo em recorde de feminicídios, não estou falando de um problema isolado. Estamos falando de uma violência estrutural, que se manifesta de diversas formas e que, muitas vezes, é invisibilizada ou minimizada. O feminicídio é o ápice dessa violência, a expressão mais brutal da misoginia e do controle sobre o corpo e a vida das mulheres.

Em São Paulo, um estado tão rico e com tantos recursos, é inaceitável que esses números continuem crescendo. Isso mostra que as políticas públicas existentes são insuficientes, que a rede de proteção falha em diversos pontos e que a cultura machista ainda permeia nossas relações. A gente precisa entender que o feminicídio não acontece de repente; ele é o resultado de um ciclo de violência que começa com assédio, ameaças, agressões e que, se não for interrompido, pode ter um final trágico.

O que podemos fazer para mudar essa realidade?

Se essa realidade te incomoda, se você sente que precisamos fazer mais, eu te convido a se juntar a essa luta pela vida e proteção das mulheres. É um movimento que construímos juntas, diariamente, exigindo mais do poder público, fortalecendo as redes de apoio e educando a sociedade para uma cultura de respeito e igualdade.

Não é uma tarefa fácil, mas é uma causa que vale a pena. Precisamos de políticas públicas eficazes, que garantam acolhimento, proteção e autonomia para as mulheres. Precisamos de mais investimento em segurança pública, mas uma segurança que entenda as especificidades da violência de gênero. E, acima de tudo, precisamos de uma mudança de mentalidade, onde o consentimento seja a regra e a vida das mulheres seja valorizada e respeitada.

Meu trabalho, com projetos como o Escola Sem Assédio e o Carnaval Sem Assédio, é justamente construir esses caminhos. É mostrar que, com informação, mobilização e muita força de vontade, podemos sim construir um estado de São Paulo seguro para todas. Você pode saber mais sobre o que eu faço e como se engajar em rebecacristina.com.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é feminicídio?
Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher, motivado por questões de gênero, como misoginia ou discriminação.

Quais são os principais fatores que contribuem para o feminicídio?
Fatores incluem a cultura machista, a impunidade, a falta de políticas públicas eficazes, a dependência econômica das vítimas e a normalização da violência doméstica.

Como posso ajudar a combater o feminicídio?
Você pode apoiar organizações que trabalham com a causa, denunciar casos de violência, educar-se e educar outras pessoas sobre o tema, e exigir ações do poder público.