É com um nó na garganta e uma indignação profunda que eu vejo a forma como a dor e o terror que assolam o povo palestino e o povo judeu estão sendo usados aqui em Campinas. Para mim, é inconcebível que o sofrimento de tantas vidas, famílias dilaceradas, o espectro do genocídio, a fome e a morte de crianças, seja instrumentalizado para alimentar uma política rasteira e vazia.
Vi as imagens dos vereadores de Campinas erguendo uma bandeira de Israel na Câmara. Em contraste, a realidade que me choca são os dados que mostram a brutalidade da guerra: a UNICEF aponta que as ações em Gaza matam, em média, 28 crianças por dia, e associações de estudiosos chegam a falar em genocídio. É um cenário de horror, com mais de 67 mil mortos em dois anos de conflito, como as notícias nos mostram.
Por que a tragédia global não pode ser palco para política local?
O conflito no Oriente Médio é uma tragédia humana de proporções gigantescas. Ele exige de nós compaixão e solidariedade genuínas, não ser transformado em um palco para posicionamentos ideológicos superficiais e pura autopromoção. É uma vergonha que vereadores da “direita” de Campinas usem o sofrimento alheio enquanto ignoram os problemas mais urgentes da nossa própria cidade.
Enquanto a dor dos povos palestino e judeu é exibida de forma tão desrespeitosa para fins políticos, Campinas enfrenta mais uma denúncia de corrupção nas emendas parlamentares. E o que aconteceu na sessão de ontem? Eles simplesmente ignoraram completamente o assunto. É uma falta de prioridade e de responsabilidade com a nossa gente que me revolta.
Qual o papel da compaixão diante da dor?
A violência brutal na Faixa de Gaza, o sofrimento de reféns, a perda irreparável em ambos os lados, são fatos estarrecedores. A única resposta digna é a defesa intransigente da vida humana, do direito internacional e do fim imediato da barbárie. Não podemos permitir que a política local se beneficie da miséria global, desviando o foco do que realmente importa: a vida e a dignidade das pessoas. Meu posicionamento é sempre pela proteção, pelo acolhimento e pela justiça social, em Campinas e em qualquer lugar do mundo.
Em resumo
- Vereadores de Campinas usaram o conflito Israel-Palestina para autopromoção, exibindo uma bandeira na Câmara.
- A Rebeca Cristina critica a instrumentalização do sofrimento humano, destacando a morte de crianças em Gaza (28 por dia, segundo a UNICEF).
- A ação dos políticos foi feita enquanto denúncias de corrupção em emendas parlamentares em Campinas foram ignoradas na sessão.
- A Rebeca defende a compaixão, a solidariedade e a defesa da vida humana e do direito internacional como única resposta digna à tragédia.
Perguntas frequentes
O que aconteceu no Oriente Médio?
O conflito entre Israel e Palestina tem causado uma enorme tragédia humana, com vidas ceifadas, famílias dilaceradas e a morte de muitas crianças, além de um grande número de mortos.
Por que a Rebeca critica os vereadores de Campinas?
Ela critica a instrumentalização do sofrimento humano para autopromoção e política rasa, enquanto problemas locais urgentes, como denúncias de corrupção, são ignorados pelos mesmos políticos.
Qual a posição da Rebeca sobre o conflito?
A Rebeca defende a vida humana, o direito internacional e o fim imediato da violência e da barbárie, tanto para o povo palestino quanto para o povo judeu, exigindo compaixão e solidariedade genuínas.