Em 2024, o Brasil bateu o recorde de feminicídios. Mais de 250 casos só no estado de São Paulo. Esse número é um choque, mas para quem vive no Padre Anchieta, ele tem endereço.
Por que o Padre Anchieta precisa dessa conversa?
O Padre Anchieta, onde eu moro, é um dos bairros com mais casos de violência contra mulheres em Campinas. Cresci aqui. Conheço as ruas, conheço as histórias, sei o que significa viver num lugar onde esse problema bate de perto.
É por isso que no dia 18 de outubro teremos um encontro aqui no bairro para falar sobre exatamente esse tema. Não é uma conversa abstrata. É sobre a realidade de mulheres que vivem a dois quarteirões de onde você está lendo isso.
O recorde de feminicídios em 2024 não é uma estatística fria. É o resultado de anos de ausência de rede de proteção, de denúncias que não foram levadas a sério, de mulheres que pediram ajuda e não encontraram o suporte que precisavam.
Precisamos falar sobre isso. E precisamos fazer isso de dentro dos territórios que mais sentem esse peso.
Informações do encontro
- Data: 18 de outubro
- Horário: 14h30
- Local: Teatro Maria Monteiro, Padre Anchieta, Campinas
- Inscrições limitadas: rebecacristina.com/ciclos
Em resumo
- Em 2024, o Brasil registrou recorde de feminicídios, com mais de 250 casos no estado de São Paulo.
- O bairro Padre Anchieta, em Campinas, está entre os com mais casos de violência contra mulheres na cidade.
- O Ciclos de Proteção realizou encontro sobre o tema em 18/10 às 14h30 no Teatro Maria Monteiro.
- Inscrições em rebecacristina.com/ciclos.
Perguntas frequentes
Onde encontrar dados sobre feminicídio no Brasil?
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública publica anualmente o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com dados detalhados por estado e município.
O que o recorde de feminicídios em 2024 indica?
Indica que as políticas de proteção existentes ainda não são suficientes. A combinação de aumento de casos e ausência de redes de proteção estruturadas é um sinal de que a resposta pública precisa ser mais robusta.
Como contribuir para mudar esse quadro?
Participando de espaços de debate, apoiando projetos de proteção como o Ciclos de Proteção, e pressionando por políticas públicas efetivas. Mais informações em rebecacristina.com.