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Tarifa do ônibus em Campinas passa para R$6: o preço mais caro de um transporte precário

A partir de 1º de janeiro de 2026, a tarifa do ônibus em Campinas passa a custar R$6. Um aumento que a população recebeu como um soco: um ano inteiro passando por humilhações no transporte público, com ônibus superlotados, precarizados, chegando a pegar fogo, e ainda assim pagando uma das tarifas mais caras do Brasil.

O que esse aumento representa?

Um vídeo meu passando por humilhação no transporte público de Campinas teve mais de 3 milhões de visualizações. Os comentários foram inundados de relatos de pessoas vivendo as mesmas situações. Superlotação, precarização, ônibus em péssimas condições, e a sensação constante de que o sistema foi pensado para funcionar mal.

E a resposta da cidade foi aumentar a tarifa.

R$6 coloca Campinas entre as tarifas mais caras do Brasil num transporte que não entrega qualidade correspondente. É a conta mais injusta de todas: quem não tem carro, quem depende do ônibus para trabalhar, estudar, ir ao hospital, é quem paga o preço mais alto por um serviço que mais humilha do que serve.

Por que a tarifa zero é possível e necessária?

Sou defensora da tarifa zero, e não é utopia. Há cidades que produziram políticas públicas para um transporte de qualidade com tarifa muito menor ou gratuita. Campinas vai na contramão disso. A cidade prejudica cada dia mais a população que mais precisa do transporte coletivo.

A luta não é só pela tarifa: é por um transporte que funcione de verdade, que seja seguro, que chegue no horário, que caiba todo mundo com dignidade.

Em resumo

Perguntas frequentes

Qual é o novo valor da tarifa do ônibus em Campinas?
A partir de 1º de janeiro de 2026, a tarifa passou a custar R$6.

Por que o transporte público de Campinas é considerado precário?
Relatos de passageiros e registros públicos apontam superlotação frequente, falta de manutenção nos veículos e falhas na prestação do serviço.

O que é a tarifa zero no transporte público?
É a gratuidade total ou subsídio integral da passagem, financiada por outras fontes como taxação de veículos particulares ou impostos municipais. Há exemplos de cidades que adotaram esse modelo com resultados positivos em mobilidade urbana.