Nós tivemos uma vitória importante na luta pela educação pública: a Escola do Oziel não vai ter mais o Ensino Médio noturno fechado. E essa conquista não veio do acaso. Ela veio da mobilização de cada estudante, professor e morador que não aceitou que o direito de estudar fosse arrancado da comunidade.
Como a vitória na Escola do Oziel aconteceu?
A pressão popular foi o motor de tudo. Quando soube que o governo estadual queria fechar as turmas do noturno na única escola estadual do bairro, que atende uma região de mais de 120 mil pessoas, a gente se uniu: sindicato, comunidade, estudantes. A denúncia chegou à deputada Tabata Amaral, que notificou formalmente a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Essa cobrança fortaleceu nossa voz e acelerou a reversão da decisão.
Quero agradecer à Tabata por ter acolhido a nossa denúncia e a todos que engajaram, que participaram dessa luta de alguma forma. Cada compartilhamento, cada presença, cada voz contou.
Por que o fechamento de salas noturnas prejudica tanto?
Alunos que trabalham durante o dia não têm alternativa: ou estudam à noite, ou não estudam. Quando o governo fecha turmas do noturno, não está só reorganizando horários. Está excluindo jovens e adultos trabalhadores do acesso à educação. E em muitos casos, os estudantes são transferidos para escolas distantes, o que na prática equivale a abandono escolar.
Aqui em Campinas, pelo menos três outras escolas além do Oziel já tiveram salas do noturno fechadas. O padrão é claro: fechamentos em massa em todo o estado, sem debate, sem transparência e sem respeito às comunidades.
A luta continua em 2026
Essa vitória prova algo que eu acredito há muito tempo: quando estudantes e profissionais da educação se unem, é possível barrar medidas que atacam o ensino público. A nossa mobilização funcionou aqui. E pode funcionar em outras escolas.
Mas a batalha não para. Em 2026, a luta pela educação pública em todo o estado de São Paulo vai ser ainda maior. Não vamos permitir que nenhuma sala de aula seja fechada sem resistência. Essa é uma promessa que faço junto com cada pessoa que esteve conosco nessa conquista.
Se você quer acompanhar e participar dessa luta, acesse rebecacristina.com.
Em resumo
- A mobilização de estudantes, professores e comunidade reverteu o fechamento do Ensino Médio noturno na Escola do Oziel, em Campinas.
- A deputada Tabata Amaral notificou a Secretaria de Educação do Estado após receber a denúncia, fortalecendo a pressão popular.
- Pelo menos três outras escolas em Campinas já perderam turmas do noturno pelo mesmo processo de fechamento em massa.
- A luta por educação pública continua, com o compromisso de resistir a novos fechamentos de salas de aula no estado.
Perguntas frequentes
O que levou ao fechamento do Ensino Médio noturno na Escola do Oziel?
O governo estadual vinha promovendo fechamentos de turmas noturnas em várias escolas de São Paulo. O Oziel, única escola estadual de um bairro com mais de 120 mil pessoas, estava na lista.
Como a reversão foi conquistada?
Por mobilização coletiva: sindicato, comunidade, estudantes e a intervenção da deputada Tabata Amaral, que notificou formalmente a Secretaria de Educação do Estado.
Quais estudantes são mais prejudicados pelo fechamento de turmas noturnas?
Jovens e adultos que trabalham durante o dia e dependem do período noturno para estudar. Sem essa opção, muitos são forçados a se deslocar para escolas distantes ou simplesmente abandonam os estudos.