Servidores e estudantes da Unicamp dizem não ao projeto de autarquia para os hospitais universitários, e esse posicionamento tem razão de ser: autarquizar é o primeiro passo para privatizar e precarizar a saúde pública universitária.
O que é uma autarquia e por que isso importa para os hospitais da Unicamp?
Em teoria, uma autarquia é uma entidade com autonomia orçamentária, financeira e administrativa. Na prática, como ficou evidente nos debates dentro da Unicamp, essa autonomia é limitada: a entidade recebe um orçamento definido por outros e não tem liberdade real de decisão.
O problema central é quem está propondo essa mudança e com que objetivo. O governador Tarcísio de Freitas, que já tentou privatizar o Hospital de Sumaré gerenciado pela Unicamp, agora empurra a autarquização como solução. Só que a gente já viu esse roteiro antes. É impossível apoiar um projeto como esse sabendo o quanto esse governador tem sido oportunista com os serviços públicos em São Paulo.
Apoiar a proposta de autarquia dos hospitais da Unicamp, nesse contexto, é apoiar um projeto de privatização e precarização. O empacotamento pode ser diferente, mas a direção é a mesma.
O que trabalhadores e estudantes defendem?
Os servidores e estudantes que resistem ao projeto defendem os hospitais universitários como patrimônio público, com financiamento estatal direto, sem intermediações que abram brecha para o desmonte. Eles são claros: o problema não é a forma jurídica da autarquia em si, mas quem a propõe, com que financiamento e com que garantias reais.
Todo o apoio à luta de quem está na linha de frente defendendo a saúde pública na Unicamp.
Em resumo
- A proposta de autarquia para os hospitais da Unicamp é vista por trabalhadores e estudantes como um caminho para privatização e precarização
- Em tese, autarquias têm autonomia, mas na prática recebem orçamento definido externamente, sem liberdade real
- O histórico do governo Tarcísio, incluindo a tentativa de privatizar o Hospital de Sumaré, alimenta a desconfiança com o projeto
- Servidores e estudantes são contrários ao projeto e estão em mobilização
Perguntas frequentes
O que diferencia uma autarquia de uma entidade pública comum?
Em tese, a autonomia orçamentária, financeira e administrativa. Na prática, as autarquias recebem um orçamento definido por outros e não têm liberdade plena de gestão.
Por que trabalhadores da Unicamp rejeitam a autarquização dos hospitais?
Porque avaliam que, no contexto atual do governo Tarcísio, a autarquização é um passo em direção à privatização e à precarização dos serviços, repetindo o que ocorreu com outros equipamentos públicos em São Paulo.
Qual é a relação entre a autarquia proposta e a privatização da Sabesp?
Os dois processos seguem a mesma lógica: mudar a forma de gestão para abrir espaço a operadores privados ou reduzir a responsabilidade direta do Estado na prestação do serviço.