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Reunião com portas fechadas na Unicamp: a tentativa de passar a autarquia por debaixo dos panos

Pela segunda vez no mesmo dia, a reitoria da Unicamp tentou realizar a reunião sobre o projeto de autarquia com as portas fechadas, longe da comunidade universitária. Esse projeto foi construído por debaixo dos panos, e ficou claro mais uma vez que não há transparência nessa proposta.

Por que a reunião com portas fechadas é um problema?

Quando se toma uma decisão desse peso, que afeta trabalhadores, estudantes e pacientes dos hospitais da Unicamp, a comunidade tem o direito de estar presente, de ouvir, de perguntar e de se posicionar. Fechar as portas não é um detalhe: é uma escolha política sobre quem tem voz e quem não tem.

O projeto de autarquia dos hospitais da Unicamp não surgiu de um debate amplo com a comunidade. Foi sendo construído em negociações que excluíram justamente as pessoas mais afetadas: as trabalhadoras e os trabalhadores da saúde. E quando a comunidade tentou estar presente, houve tentativa de suspender a reunião.

Esse tipo de articulação, feita às escondidas, levanta questões sérias sobre os reais objetivos do projeto. Basta olhar para o que aconteceu com outros serviços públicos que passaram por processos parecidos em São Paulo.

O que trabalhadores e estudantes defendem?

Os trabalhadores e estudantes que resistem a esse projeto defendem que a saúde pública universitária não pode virar objeto de negociação política. A Unicamp tem uma tradição de excelência em saúde pública que está sendo colocada em risco.

Todo apoio à luta das trabalhadoras e dos trabalhadores da Unicamp. A transparência não é um favor, é uma obrigação de quem administra uma instituição pública.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é o projeto de autarquia dos hospitais da Unicamp?
É uma proposta para transformar os hospitais da Unicamp em uma autarquia, o que trabalhadores e estudantes avaliam como um passo rumo à privatização e precarização dos serviços de saúde.

Por que a reunião com portas fechadas é problemática?
Porque decisões sobre instituições públicas devem ser tomadas com transparência e participação da comunidade, não em negociações fechadas que excluem quem mais é afetado.

Qual é a posição de Rebeca Cristina sobre o assunto?
Ela se coloca ao lado dos trabalhadores e estudantes que resistem ao projeto e defende transparência total nas decisões sobre os hospitais da Unicamp.