Maria Katiane abraçou o próprio agressor para tentar se proteger, minutos antes de ser jogada do décimo andar. Essa imagem diz tudo sobre o ciclo de violência que mulheres enfrentam todos os dias.
Por que o caso de Maria Katiane é um exemplo da violência estrutural?
Quantas vezes a gente viu mulheres acreditando que a situação ia mudar, que o ciclo de agressões ia se encerrar, que aquele relacionamento ainda tinha salvação? Isso não é ingenuidade. É o resultado de um ciclo de violência que se repete, que convence, que isola e que faz a vítima duvidar de si mesma.
O que aconteceu com Maria Katiane não é um caso isolado. Dia após dia, a gente vê situações como essa se repetindo. Homens são presos, mulheres continuam morrendo, e nada muda de forma estrutural. Os casos de feminicídio não param de aumentar porque a violência contra a mulher é, antes de tudo, uma questão estrutural: tem raiz na forma como a sociedade foi organizada, na desigualdade de poder entre homens e mulheres, na cultura que coloca a mulher num lugar de submissão.
O que mais me preocupa é que essa violência está cada vez mais normalizada. Homens ameaçam mulheres sem receio de serem responsabilizados. Pessoas fazem piada com isso na internet, como se a dor e a morte de uma mulher fossem entretenimento. Esse movimento que a gente vê crescer aprofunda ainda mais a estrutura de violência que já existe.
O que precisa mudar para que feminicídios como o de Maria Katiane parem de acontecer?
A mudança precisa acontecer na raiz da sociedade. Não adianta só prender e soltar. Precisamos de políticas públicas que cheguem antes do crime: atendimento especializado, casas de acolhimento, medidas protetivas que funcionem de verdade, educação que forme meninos respeitosos desde cedo.
No estado de São Paulo, a gente tem acompanhado o desmonte dos equipamentos de proteção às mulheres, com cortes que deixam os serviços sem estrutura pra atender quem mais precisa. Isso tem um nome: descaso com a vida das mulheres.
Assine o abaixo-assinado pelo fortalecimento das políticas de proteção à vida das mulheres em São Paulo no link em rebecacristina.com.
Em resumo
- Maria Katiane foi jogada do décimo andar pelo companheiro, tendo abraçado o agressor em tentativa de se proteger
- Os casos de feminicídio no Brasil continuam aumentando, reflexo de uma violência de gênero estrutural
- A normalização da violência contra mulheres, inclusive na internet, agrava o problema
- É necessário fortalecer políticas públicas de proteção, acolhimento e prevenção, não desmantelá-las
Perguntas frequentes
O que aconteceu com Maria Katiane?
Maria Katiane foi jogada do décimo andar pelo companheiro. O vídeo que circulou mostra ela abraçando o agressor momentos antes, numa tentativa de se proteger.
Por que os casos de feminicídio continuam aumentando?
Porque a violência contra a mulher é estrutural: tem raiz na desigualdade de poder, na cultura machista e na impunidade. Políticas de proteção efetivas e educação são necessárias para reverter esse quadro.
Como ajudar no enfrentamento à violência contra mulheres?
Assine o abaixo-assinado pelo fortalecimento das políticas de proteção às mulheres em São Paulo em rebecacristina.com.