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Por que eu criei o Carnaval Sem Assédio

O Carnaval Sem Assédio nasceu de uma ideia simples e que ainda incomoda muita gente: a aglomeração de um bloco não é oportunidade para violentar uma mulher.

Desde que a gente começou, apareceram muitas críticas. O maior desafio é fazer as pessoas entenderem que coletividade importa. Está tudo bem se você prefere ficar em casa ou viajar para longe dos blocos. O que não dá é deixar o gosto pessoal apagar a maior festa popular da cultura brasileira, nem servir de desculpa para naturalizar o assédio.

O que o projeto defende

Respeito mútuo. Nada justifica uma violência. O carnaval é liberdade, autonomia, dignidade e coletividade, e foi pensando nisso que organizei a campanha. Tem um verso do Sérgio Sampaio sobre querer todo mundo junto no carnaval que resume bem o que a gente busca: a festa só é completa quando todas as pessoas podem ocupar a rua em segurança.

Maior que o carnaval

O Carnaval Sem Assédio é a ponta do iceberg de um sonho maior, de cidades que invistam em segurança, proteção e acolhimento para as mulheres o ano inteiro, e não só na época da folia. A campanha tem dado certo, e a gente segue firme pelo fim da violência.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é o Carnaval Sem Assédio?
Uma campanha que criei para garantir que mulheres possam aproveitar o carnaval em segurança, com a ideia central de que aglomeração não justifica nenhuma violência.

O projeto é contra o carnaval?
Não. Ele defende a maior festa popular do Brasil e o direito de todas as pessoas de ocuparem a rua com respeito e segurança.

Qual é o objetivo de longo prazo?
Cidades que invistam em segurança, proteção e acolhimento para as mulheres durante o ano todo, e não apenas na folia.