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Rebeca Cristina: movimento Red Pill e ódio às mulheres na internet alimentam feminicídios e estupros

Meninos e homens jovens estão cada vez mais violentos. O acesso precoce à pornografia e a conteúdos de outros homens violentos tem colaborado com a imagem que eles constroem das mulheres, tornando-os um risco real para a sociedade. E as empresas de redes sociais lucram com esse ódio.

O que revela o caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro?

Um caso de estupro coletivo cometido contra uma jovem de 17 anos no Rio de Janeiro expôs algo que precisa ser nomeado: existe uma rede de ódio às mulheres circulando na internet, e ela recruta principalmente homens jovens para cometer crimes bárbaros.

Os agressores comemoraram e debaucharam publicamente do estupro. Um deles apareceu usando uma camiseta com a frase “não se arrependa de nada” no momento da sua prisão. Essa frase está associada ao Andrew Tate, um influenciador americano que é uma das vozes do movimento Red Pill, réu por exploração e abuso sexual. Não é coincidência. É conexão.

O que é o movimento Red Pill e por que é perigoso?

O movimento Red Pill é um movimento organizado de ódio às mulheres, difundido principalmente pela internet, que incentiva homens a enxergarem as mulheres como inimigas ou como alvos. Figuras como Andrew Tate são referências para esse movimento e glorificam a violência contra as mulheres como atitude masculina.

Meninos e jovens que consomem esse conteúdo aprendem que violentar mulheres não só é aceitável como é algo para ser compartilhado e comemorado. Isso não é apenas sobre um influenciador específico: é sobre um ecossistema digital inteiro que produz e amplifica esse ódio.

Por que as redes sociais têm responsabilidade nisso?

Os estupros e os feminicídios só aumentam, e as redes sociais lucram com esse discurso de ódio contra as mulheres. Elas permitem que esse conteúdo circule, que ganhe seguidores, que recrute cada vez mais homens jovens. Enquanto não houver responsabilização das plataformas, esse ambiente continuará sendo um campo fértil para a violência.

O que precisa mudar?

Para além das políticas de proteção e acolhimento às mulheres, precisamos criminalizar a misoginia. O ódio às mulheres, quando organizado em movimentos que incentivam crimes, precisa ser tratado como crime, não como liberdade de expressão.

Você pode assinar o abaixo-assinado pelas redes de proteção no Estado de São Paulo em rebecacristina.com.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é o movimento Red Pill?
É um movimento de ódio às mulheres difundido principalmente na internet, que prega ideias misóginas e incentiva homens a cometerem atos de violência contra as mulheres. Andrew Tate é uma das figuras associadas a esse movimento.

Por que a misoginia deve ser criminalizada?
Porque o ódio organizado e incentivado contra as mulheres alimenta diretamente o aumento da violência de gênero, do assédio e do feminicídio. Tratar como crime é reconhecer que esse discurso tem consequências reais na vida das mulheres.

Como assinar o abaixo-assinado pelas redes de proteção às mulheres em São Paulo?
Acesse rebecacristina.com e assine o abaixo-assinado pelas redes de proteção no Estado de São Paulo.