← Voltar ao início

Licitação do transporte público de Campinas: uma nova fase começa, mas a luta continua

O Grupo Belarmino não opera mais o transporte público de Campinas. Parece coisa de sonho, mas é real. A licitação do transporte público finalmente ganhou uma definição e a Sanciatur e o consórcio Grande Campinas são os vencedores. Será que estamos nos finalmentes?

O que muda com o fim do Grupo Belarmino no transporte de Campinas?

Muito pode mudar, se a gente fizer a parte de cobrar. O desgaste dos últimos anos com os ônibus de Campinas foi enorme. Eu mesma fui uma das pessoas que mais cobrou, que mostrou o dia a dia, os perrengues, os momentos de humilhação que as pessoas enfrentavam nos ônibus. E fazer isso tinha um custo: você enfrenta, faz pressão, e parece que o muro não cede nunca.

Agora que a licitação não está mais travada, a gente tem a chance de virar essa página. A chegada de novos operadores pode significar mais investimento em frota, mais respeito ao passageiro, mais dignidade para quem depende do transporte público todos os dias.

Mas isso não é garantia automática. Campinas precisa de acompanhamento, de pressão, de fiscalização constante.

O que ainda falta conquistar?

A luta não para aqui. A gente precisa garantir que a Prefeitura e as empresas vencedoras cumpram o compromisso de entregar transporte de qualidade para Campinas. E seguimos na luta pela tarifa zero, porque o acesso ao transporte público não deveria depender de quanto você tem no bolso.

Cada pessoa que perdeu horas nos pontos de ônibus, que chegou atrasada ao trabalho, que não conseguiu embarcar numa lotação, esse custo foi pago por trabalhadores e estudantes, não pelas empresas que lucravam mal servindo.

Agora é hora de construir diferente. E a gente vai cobrar.

Em resumo

Perguntas frequentes

Por que o Grupo Belarmino era alvo de críticas?
Os usuários do transporte público de Campinas reclamavam frequentemente de superlotação, atrasos, frota insuficiente e falta de qualidade no serviço.

O que é tarifa zero no transporte público?
É a proposta de isentar os passageiros do pagamento da tarifa, tornando o transporte público gratuito. O custeio viria do poder público, com recursos de outras fontes de arrecadação.

Como acompanhar a qualidade do novo operador?
Por meio da EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), que regula o transporte, e também pela pressão popular, denúncias e acompanhamento político.