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Mulheres na política: a luta contra a violência começa por dentro dos espaços de poder

As experiências das mulheres na política são muito parecidas e são carregadas de violência. Ser silenciada, diminuída ou tratada como exagerada dentro de espaços de poder não é exceção. É a regra que a maioria de nós conhece bem.

O que mulheres na política têm em comum?

Fui convidada a refletir sobre isso junto com a Tabata Amaral, e o que ficou evidente é que a vivência das mulheres nesses espaços cruza barreiras de partido, de região, de trajetória. A violência política de gênero é uma realidade que une mulheres que, em muitos aspectos, têm caminhos diferentes.

Se pra mulheres que já ocupam espaço de poder a violência ainda é presente, o que dizer das mulheres em situação de vulnerabilidade, que enfrentam violência doméstica, assédio e feminicídio sem nenhuma rede de proteção?

É exatamente esse paralelo que justifica a nossa luta conjunta. Combater a violência contra a mulher não é pauta de um partido ou de uma eleição. É uma necessidade humana e urgente.

Por que a representação feminina na política muda alguma coisa?

Muda porque quando uma mulher chega à política, ela chega com uma visão diferente, com um cuidado diferente. Não porque seja biologicamente superior a ninguém, mas porque ela viveu a violência, conhece as lacunas do sistema, sabe o que falta.

Falar de combate à violência contra a mulher não é mimimi. Falar sobre a luta para ter mais oportunidade, para poder sonhar e crescer, não é besteira. Ainda temos um longo caminho pela frente.

A gente precisa de espaços ocupados por todas as vozes, inclusive e especialmente as nossas.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é violência política de gênero?
É qualquer ação que vise impedir, restringir ou anular o direito das mulheres de participar da vida política, incluindo ameaças, assédio, deslegitimação e outras formas de coerção motivadas pelo gênero.

Por que mulheres precisam ocupar espaços de poder?
Porque a política que decide sobre a vida de todas as pessoas precisa refletir a diversidade dessas pessoas. Mulheres na política tendem a pautar temas que historicamente foram ignorados, como violência doméstica, saúde reprodutiva e proteção à infância.

O que a Rebeca e a Tabata têm em comum nessa luta?
Ambas entendem que a violência contra as mulheres é estrutural e que só se resolve com representação política ativa, políticas públicas concretas e uma cultura que deixe de normalizar o ódio de gênero.