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Placa em homenagem a Thais Fernanda Ribeiro no CEU: ‘a dor não passa, mas a luta continua’

Sábado, 28 de março, foi um dia de emoções fortes. Estive na inauguração da placa em homenagem a Thais Fernanda Ribeiro, no CEU que agora leva o seu nome em Campinas. Ouvir o Sr. Delfino, pai da Thais, é um lembrete doloroso de que a dor não passa, mas que a luta por justiça e acolhimento precisa continuar.

O que representa essa placa para a família e para a cidade?

A placa não é apenas um símbolo. Ela é o reconhecimento de uma comunidade que se recusa a esquecer. Thais Fernanda Ribeiro foi morta em maio de 2019. Desde então, o Sr. Delfino, seu pai, tem carregado essa dor ao mesmo tempo em que escolheu transformá-la em luta.

Nas palavras dele: “A dor não vai passar nunca, a dor é a mesma. A gente a conciliou viver e lutar e deixar a dor no cantinho.” É uma das coisas mais difíceis de ouvir e mais importantes de entender sobre o feminicídio: ele não destrói só a vítima. Ele destrói famílias inteiras, e essas famílias ficam sem acolhimento.

O que o Sr. Delfino denunciou sobre o acolhimento às famílias?

Ele foi direto: “A minha família até hoje não foi acolhida pelo poder público.” Em Campinas, no Brasil, não existe um sistema de acolhimento estruturado para as famílias de vítimas de feminicídio. Não antes do crime, não depois. As pessoas são amparadas por amigos, pela comunidade, pela igreja, mas não pelo Estado.

Isso precisa mudar. Uma lei, uma placa, um CEU com o nome de uma vítima são passos importantes. Mas enquanto as famílias que ficam não tiverem suporte real do poder público, o enfrentamento ao feminicídio ainda está incompleto.

O que vem a seguir?

O Sr. Delfino anunciou que a luta continua, com maio como próximo período de mobilização. Porque a memória da Thais não é só um luto particular. É uma causa coletiva.

Em resumo

Perguntas frequentes

Quem foi Thais Fernanda Ribeiro?
Foi uma vítima de feminicídio em Campinas, em maio de 2019. Seu caso se tornou símbolo da luta por justiça e acolhimento às famílias de vítimas na cidade.

O que é um CEU?
CEU é o Centro de Educação Unificado, equipamento público que oferece atividades educativas, culturais e esportivas. O CEU que leva o nome de Thais Fernanda Ribeiro é um reconhecimento público à sua memória.

O que falta no acolhimento às famílias de vítimas de feminicídio?
Segundo o Sr. Delfino, faltam políticas públicas de suporte contínuo às famílias, tanto antes da ocorrência do crime quanto depois. O acolhimento que existe vem de redes informais, não do Estado.