Muitas mulheres se sentem inseguras na hora de denunciar casos de violência. O medo do agressor, a falta de informação, a desconfiança de que serão acreditadas e o medo de perder o sustento são barreiras reais. Mas a denúncia é o primeiro passo para romper o ciclo da violência, e a gente precisa garantir que toda mulher saiba que tem onde recorrer.
Por que é tão difícil denunciar e o que pode ajudar?
A violência doméstica e familiar não acontece de repente. Ela se instala aos poucos, com controle, humilhação, ameaças, isolamento. Quando a violência física aparece, muitas vezes a mulher já está em uma situação de dependência emocional, financeira e social que torna qualquer saída muito mais difícil do que parece de fora.
Por isso a rede de proteção precisa existir antes, durante e depois da denúncia. Não basta ter um canal para ligar: precisa ter acolhimento, segurança, apoio psicológico e, quando necessário, abrigo e assistência jurídica. A denúncia abre a porta, mas é a estrutura de proteção que garante que a mulher consiga de fato romper o ciclo.
Quais canais de apoio existem para mulheres em situação de violência?
No Brasil, o principal canal é a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, disponível 24 horas por dia, gratuitamente, inclusive de celulares. Você pode ligar de forma anônima. Também existe o Disque 100, para casos de violência contra crianças e adolescentes.
Em Campinas e na Região Metropolitana, há Casas da Mulher Brasileira, Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e delegacias especializadas em atendimento à mulher, onde é possível registrar boletim de ocorrência e buscar medida protetiva. Para mais informações sobre onde buscar ajuda, acesse rebecacristina.com.
Em resumo
- Muitas mulheres têm medo de denunciar a violência, mas a denúncia é o primeiro passo para romper o ciclo
- Os canais de apoio incluem o 180 (Central de Atendimento à Mulher) e o 190 (Polícia Militar), disponíveis 24h
- A rede de proteção precisa ir além da denúncia: acolhimento, apoio psicológico, jurídico e, quando necessário, abrigo
- Em Campinas há delegacias especializadas, CRAM e outros equipamentos de proteção à mulher
Perguntas frequentes
O 180 registra boletim de ocorrência?
Não diretamente. O 180 orienta, informa e pode acionar serviços de emergência. Para registrar boletim de ocorrência, é necessário ir a uma delegacia ou usar o boletim eletrônico disponível no portal da Polícia Civil de SP, quando aplicável.
Preciso ter provas para denunciar a violência?
Não é necessário ter provas físicas para registrar um boletim de ocorrência. O relato da vítima já é suficiente para iniciar o processo. Provas como fotos, mensagens e laudos médicos ajudam na investigação, mas não são pré-requisito para a denúncia.
O que é a medida protetiva de urgência?
É um instrumento da Lei Maria da Penha que determina ao agressor, por exemplo, que se mantenha a distância mínima da vítima, que não entre em contato com ela e que saia da residência. Pode ser solicitada na delegacia ou diretamente ao juiz.