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Escola Sem Assédio com crianças: como falar sobre respeito ao corpo de um jeito que elas entendem

Pela primeira vez, fiz uma atividade do Escola Sem Assédio com crianças. Uma dinâmica completamente diferente das rodas de conversa que faço com adolescentes e adultos, e que me deixou muito feliz com os resultados.

Com as crianças, a gente fala sobre respeito mútuo e sobre o cuidado na hora de tocar o corpo de um colega e de receber toques. É na sutileza que construímos uma infância livre da violência.

Como abordar limites corporais com crianças pequenas?

As crianças falam muito sobre bater. Então a entrada natural da conversa é: onde a gente pode tocar os nossos amigos e onde outras pessoas podem tocar o nosso corpo? O corpo é algo pessoal nosso, e essa ideia pode ser apresentada de forma acolhedora e direta para crianças pequenas.

A conversa inclui também a dimensão do respeito que não depende da aparência. A gente não pode respeitar ou desrespeitar os colegas por causa da cor de pele, do cabelo, da altura. Da mesma forma que não se pode usar o corpo de um amigo para ofender, o corpo de cada um precisa ser respeitado, e o nosso próprio corpo também tem direito ao respeito.

Por que trabalhar esse tema com crianças, e não só com adolescentes?

Porque a prevenção começa cedo. Crianças que crescem entendendo que têm direito ao próprio corpo, que sabem dizer não, que entendem o que é um toque respeitoso, têm uma proteção maior. Essa educação não é sobre assustar: é sobre fortalecer.

Fiquei muito feliz com a recepção dos pequenos e com a forma como eles conseguem entender que existem limites nos tratamentos na escola. Crianças entendem sim, quando a gente fala na linguagem delas e com respeito pela inteligência delas.

O vídeo foi editado com os rostos das crianças borrados para preservar a imagem delas.

Se você quiser levar o projeto para a sua escola ou comunidade, entre em contato pelo rebecacristina.com.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é o Escola Sem Assédio?
É um projeto fundado por Rebeca Cristina em Campinas, voltado à prevenção da violência sexual e do assédio na infância e adolescência, com rodas de conversa em escolas e comunidades.

Como adaptar a conversa sobre limites corporais para crianças pequenas?
Com linguagem simples, exemplos do cotidiano delas (como toques entre colegas na escola) e um tom acolhedor, sem dramatizar ou assustar. O foco é no respeito e na autonomia sobre o próprio corpo.

Como levar o Escola Sem Assédio para minha escola ou comunidade?
Acesse rebecacristina.com ou entre em contato pelo Instagram @rebecacristinasp para solicitar o projeto.