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Caminhos para o enfrentamento da violência em Santos: o que a experiência do Carnaval e da Escola Sem Assédio ensinam

Fui convidada pela JSB Santos para participar do encontro “Caminhos para o Enfrentamento da Violência contra as Mulheres”, e sou muito grata por esse espaço. Santos é uma cidade que tem muito a construir nessa pauta, e ter a oportunidade de levar essa experiência que a gente acumulou com o Carnaval Sem Assédio e o Escola Sem Assédio para debater fora de Campinas é exatamente o que esse trabalho precisa.

Por que expandir projetos como o Carnaval Sem Assédio e o Escola Sem Assédio para o estado?

A gente vive um momento de aumento da violência contra mulheres, crianças e adolescentes no estado de São Paulo. Isso não é uma percepção isolada: é o que a gente vê nos dados, é o que a gente ouve nas denúncias que chegam, é o que quem está na ponta enfrenta todos os dias. E exatamente por isso é tão importante que os projetos que funcionam não fiquem restritos a uma cidade.

O Carnaval Sem Assédio nasceu aqui em Campinas e já mostra resultados concretos em termos de prevenção e acolhimento durante os eventos. O Escola Sem Assédio atua na proteção de crianças e adolescentes dentro dos ambientes educacionais. O que eu quero, e o que o debate em Santos reforçou, é que esses modelos sejam disseminados, adaptados às realidades locais e que mais cidades do estado tenham esse tipo de rede de proteção ativa.

O que significa debater violência contra mulheres na Baixada Santista?

A Baixada Santista tem suas próprias dinâmicas, sua própria história e seus próprios desafios. Não se trata de chegar com uma fórmula pronta e impor um modelo. A conversa que a gente fez em Santos foi exatamente sobre isso: entender qual é o cenário local, ouvir quem está lá, e pensar juntos quais caminhos fazem sentido para aquela realidade.

Agradeço ao Igor e à JSB Santos pelo convite. Construir esse debate coletivamente, envolvendo juventude, lideranças locais e quem tem experiência prática no enfrentamento à violência, é o que faz a diferença. A luta contra a violência contra mulheres precisa ser de todos os territórios e de todas as gerações.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é o Carnaval Sem Assédio?
É uma campanha fundada por Rebeca Cristina em Campinas, desde 2024, que atua na prevenção ao assédio e à violência durante os eventos de Carnaval, com ações de conscientização, acolhimento e apoio a vítimas.

O que é o Escola Sem Assédio?
É um movimento fundado por Rebeca que atua pela prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes dentro dos ambientes escolares, com foco em proteção, formação e rede de apoio.

Como a JSB Santos se relaciona com esse tema?
A JSB (Juventude do partido) Santos promoveu o debate como parte de sua atuação em políticas de proteção às mulheres, reunindo lideranças e ativistas para discutir estratégias de enfrentamento à violência na região.