Professoras estão sendo ameaçadas por denunciarem violência sexual infantil no estado de São Paulo. Essa frase deveria chocar qualquer pessoa, e é exatamente o que tem acontecido durante este mês de ações do Maio Laranja.
Como isso pode estar acontecendo?
Recebi inúmeras denúncias de professoras que cumpriram seu papel, denunciaram casos de violência sexual contra crianças, e acabaram sendo expostas às famílias dos agressores. Apesar de existir o direito ao anonimato para quem denuncia, na prática esse sistema tem falhado: quando a denúncia chega até a família, a pessoa que denunciou fica identificada e vira alvo.
E aí eu pergunto: como a gente espera que mais profissionais da educação denunciem se os próprios sistemas de proteção não garantem a segurança de quem faz o certo?
A maioria dos casos de abuso sexual infantil acontece dentro de casa. Quando o lar deixa de ser um lugar seguro, a escola se torna o único refúgio da criança. Os professores e professoras são, muitas vezes, os únicos adultos em condições de perceber sinais de abuso e agir. Silenciá-los com ameaças é fechar a única porta que essa criança tinha.
O que precisa mudar no sistema de proteção de São Paulo?
Há muito tempo venho apontando que os sistemas de proteção e acolhimento no estado de São Paulo precisam de reparos urgentes. Esses casos expõem uma falha grave: profissionais da educação não podem se tornar alvos por proteger crianças.
Como fundadora do projeto Escola Sem Assédio, estou averiguando cada uma dessas denúncias e cobrando respostas. Mas nenhuma mudança real acontece sem pressão coletiva por políticas públicas mais eficientes.
Você pode fazer parte disso: acesse rebecacristina.com para assinar o abaixo-assinado que pressiona o poder público do estado de São Paulo por sistemas de proteção que realmente funcionem.
Em resumo
- Professoras que denunciaram violência sexual infantil em SP foram ameaçadas após ter sua identidade revelada às famílias
- O direito ao anonimato existe, mas o sistema falha na proteção de quem denuncia
- A maioria dos casos de abuso ocorre dentro de casa, tornando a escola o principal ponto de detecção
- O abaixo-assinado do Escola Sem Assédio pressiona por políticas públicas mais eficientes em rebecacristina.com
Perguntas frequentes
O que é o Escola Sem Assédio?
É um projeto que fundei com foco na proteção contra violência sexual na infância e adolescência, que atua junto a escolas e comunidades no estado de São Paulo.
O que fazer se eu souber de um caso de violência sexual infantil?
Faça a denúncia pelo Disque 100, disponível 24 horas. A identidade de quem denuncia deve ser mantida em sigilo pelo sistema.
Como posso apoiar essa causa?
Assine o abaixo-assinado em rebecacristina.com e compartilhe informações sobre o Escola Sem Assédio na sua comunidade.