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30 anos da maior Parada LGBT do mundo: por que celebrar e por que a luta continua

Celebrar a diversidade e o amor não é uma concessão: é um posicionamento. E nos 30 anos da maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, esse posicionamento precisa ser dito com clareza.

Três décadas de história mostram o quanto a luta organizada da população LGBTQIA+ transformou a sociedade brasileira. Mas o que os números e as datas não mostram sozinhos é o quanto ainda temos muito a avançar.

O que 30 anos de Parada LGBT revelam sobre a luta por direitos no Brasil?

A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo não é apenas festa. Ela nasceu como grito de resistência e continuou sendo isso ao longo de três décadas. Cada edição reúne pessoas que afirmam o direito de existir, de amar, de ter dignidade, num país onde a violência contra pessoas LGBTQIA+ ainda é alarmante.

Os avanços são reais: a criminalização da homofobia, o reconhecimento de uniões civis, políticas de saúde e proteção. Mas eles convivem com ameaças, com projetos que tentam apagar o que foi construído, com uma realidade cotidiana de discriminação que não desaparece por decreto.

Por que estar nesse espaço importa para quem faz política?

Porque quem faz política define de que lado está. Estive na Parada ao lado da deputada Tabata Amaral, que é uma das parlamentares que mais destinou recursos para a causa LGBTQIA+. Caminhar com quem tem histórico de ação concreta em defesa dos direitos é parte do posicionamento que faço como figura pública.

A proteção dos direitos conquistados não acontece sozinha: ela depende de quem ocupa os espaços de decisão e de quem está nas ruas afirmando que esses direitos existem e que não vão retroce der.

Em resumo

Perguntas frequentes

Por que a Parada LGBT é importante mesmo para quem não é LGBTQIA+?
Porque os direitos de qualquer grupo minoritário são uma medida do nível de democracia e dignidade de uma sociedade inteira. Defender esses direitos é defender um projeto de país mais justo para todos.

O Brasil tem leis de proteção à população LGBTQIA+?
Sim. O STF criminalizou a homofobia e a transfobia em 2019, e há legislações específicas sobre reconhecimento de união estável e adoção. Mas a efetividade dessas proteções ainda é desigual no cotidiano.

Como a política pública pode avançar na proteção LGBTQIA+?
Com mais recursos para saúde, habitação e educação voltados a essa população, mais representação nos espaços de poder e mais fiscalização do cumprimento das leis já existentes.