A cada seis horas, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil. Famílias e comunidade se reuniram em Campinas para homenagear as mulheres que perderam suas vidas para esse crime. Foi um momento muito emocionante, e ainda estamos processando tudo que ele trouxe.
O que aconteceu nesse ato?
Estivemos presentes junto às famílias das vítimas, cumprindo a vigília de forma coletiva. Uma das mulheres homenageadas foi Camila Ribeiro, vítima de feminicídio em Campinas em 2020, que deixou três filhas. Sua memória é uma demanda de justiça.
O ato foi um recado claro: a gente não aceita mais. A gente não se resigna. Enquanto uma mulher for morta a cada seis horas, a luta não para. E essa luta precisa ser coletiva porque é assim que ela tem força.
Por que homenagear as vítimas de feminicídio?
Porque por trás de cada número há uma vida. Uma mãe, uma filha, uma trabalhadora, uma mulher com história, com sonhos, com uma rede de pessoas que a amava e que hoje carrega a dor da perda e a indignação de uma morte que não deveria ter acontecido.
Quando a gente nomeia essas mulheres, quando ocupa os espaços públicos para falar delas, estamos dizendo que elas não foram esquecidas. E estamos cobrando que o Estado, que a sociedade, que as políticas públicas façam a parte que ainda está faltando para proteger as mulheres que estão vivas hoje.
O que precisa mudar?
O nosso recado é claro: estamos em luta para relembrar a memória das que se foram e para que nenhuma outra mulher seja morta. Isso exige políticas de prevenção antes do crime, acolhimento depois, e punição exemplar para os agressores.
Em resumo
- Ato de memória em Campinas homenageou vítimas de feminicídio da região
- A cada seis horas, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil
- Camila Ribeiro, vítima em Campinas em 2020, foi uma das homenageadas. Ela deixou três filhas
- A luta coletiva é o caminho: memória das que se foram e proteção para as que estão vivas
Perguntas frequentes
O que é feminicídio?
É o homicídio cometido contra mulheres por razões de gênero, ou seja, pela condição de ser mulher. No Brasil, é crime tipificado no Código Penal desde 2015, com pena mais grave que o homicídio comum.
Por que atos de memória são importantes?
Porque eles humanizam as vítimas, cobram justiça e mantêm o tema na agenda pública. O esquecimento é um obstáculo à mudança.
Como apoiar a causa do enfrentamento ao feminicídio em Campinas?
Acompanhe e apoie os projetos da Rebeca em rebecacristina.com, participe dos atos públicos e pressione por políticas municipais e estaduais de proteção às mulheres.