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Câmara não é lugar para agressor: o caso Otto Alejandro em Campinas

Câmara Municipal não é lugar para agressor. Essa é a posição que a gente precisa defender com clareza, sem hesitação, e é o que estamos fazendo agora em Campinas.

Por que estamos lutando pela abertura da Comissão Processante?

O vereador Otto Alejandro está sendo acusado de agredir a namorada e de assediar trabalhadores. Desde que essas denúncias vieram a público, vídeos do vereador em situações de ameaça e assédio com trabalhadores também emergiram.

A Comissão Processante é o mecanismo legal pelo qual a Câmara Municipal investiga e, se for o caso, afasta ou cassa o mandato de um vereador. Enquanto essa comissão não for aberta, o agressor segue sentado em uma cadeira de poder que deveria ser usada para proteger as pessoas da cidade, não para violentá-las.

Essa luta não é pessoal, é estrutural. Um homem no poder que agride mulheres e que assedia quem trabalha para ele está usando exatamente esse poder como escudo para a impunidade. E a gente não pode tolerar isso.

A mobilização está acontecendo porque quem foi eleito para representar a população de Campinas precisa responder pelos seus atos. Não importa quantos votos ele teve. Não importa se você votou nele. O que importa é que uma mulher denunciou, outros trabalhadores denunciaram, e a Câmara tem a obrigação de investigar.

O que precisa acontecer agora?

A abertura da Comissão Processante contra Otto Alejandro precisa acontecer. A investigação tem que ser feita de forma séria, com as devidas consequências. Lugar de agressor é fora da Câmara Municipal de Campinas.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é uma Comissão Processante?
É o mecanismo legal da Câmara Municipal para investigar um vereador acusado de irregularidades. Ela pode resultar em afastamento ou cassação do mandato.

Por que esse caso não é isolado?
Agressores em cargos de poder usam o mandato como proteção. Quando a sociedade se mobiliza e exige accountability, ela enfrenta o padrão de impunidade que permite que esses homens permaneçam nas estruturas de decisão.

Como acompanhar a mobilização?
Acesse rebecacristina.com para saber mais sobre a luta pelo enfrentamento à violência de gênero e as formas de participar.