← Voltar ao início

Campinas pela vida das mulheres: o 8 de março que foi às ruas

No dia 8 de março, Campinas foi às ruas. O lema era simples e direto: Campinas pela vida das mulheres. E foi com esse espírito que a cidade marcou o Dia Internacional da Mulher com presença, corpo e voz nas ruas.

O que significa ir às ruas no 8 de março?

O 8 de março não é dia de comemorações. É dia de luta. É o momento em que mulheres e aliados ocupam o espaço público para lembrar ao mundo que a violência de gênero ainda mata, que as políticas de proteção ainda são insuficientes e que a gente não vai aceitar isso em silêncio.

Campinas tem histórico de mobilização, e ver as pessoas nas ruas nesse dia é, ao mesmo tempo, motivo de esperança e lembrete do quanto ainda há por conquistar. Enquanto o Estado de São Paulo registra altos índices de feminicídio e as redes de proteção estão sucateadas, estar na rua é um ato político necessário.

Por que a mobilização coletiva importa para o enfrentamento à violência?

Porque a violência contra a mulher não é problema privado. É público, é estrutural e exige resposta coletiva. Cada pessoa que vai às ruas no 8 de março está dizendo: eu enxergo esse problema, eu me importo, eu estou aqui.

Isso tem peso. Tem peso para as vítimas que estão escondendo hematomas em casa. Para as famílias que perderam alguém para o feminicídio. Para as políticas públicas que só avançam quando há pressão social suficiente para isso.

Campinas pela vida das mulheres não é um slogan. É um compromisso que se renova toda vez que a gente ocupa a rua juntas.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é o Dia Internacional da Mulher?
É uma data marcada em 8 de março para celebrar as conquistas das mulheres e reivindicar direitos ainda não garantidos. Tem origem nas lutas trabalhistas femininas do início do século XX.

Por que protestos de rua têm importância política?
Porque demonstram organização, pressão social e capacidade de mobilização, elementos que influenciam a agenda pública e pressionam governos a agir.

O que Campinas precisa para proteger melhor as mulheres?
Mais equipamentos de acolhimento, redes de proteção fortalecidas, ampliação dos serviços de atendimento a vítimas de violência doméstica e políticas públicas que cheguem às periferias da cidade.