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Estupro coletivo em Copacabana: pai de acusado ataca advogado da vítima de 17 anos

O advogado da adolescente de 17 anos vítima de estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro, divulgou nas redes sociais uma mensagem ofensiva que afirma ter recebido do pai de um dos acusados. A situação é revoltante e mostra, mais uma vez, o quanto as vítimas de violência sexual seguem sendo atacadas, mesmo depois de denunciar.

O que aconteceu no caso do estupro coletivo em Copacabana?

Segundo publicação da coluna de Mirelle Pinheiro no Metrópoles, a mensagem ofensiva teria sido enviada por José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário de Governança do estado do Rio de Janeiro e pai de um dos réus no caso. Em um print compartilhado pelo advogado Rodrigo Mondego, o homem teria escrito: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar as suas contas. Vagabundo”.

A resposta do advogado foi direta: ele disse que trabalha para manter o filho do remetente respondendo na Justiça pelo estupro e que cada um ocupa o lugar que escolheu, ele ao lado da vítima.

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão dos acusados, que respondem por estupro com agravante por ser a vítima menor de idade e cárcere privado.

Por que isso importa além do caso em si?

Quando o pai de um acusado de estupro ataca o advogado de uma menina de 17 anos, ele não está só sendo grosseiro. Ele está mandando uma mensagem: que as famílias dos agressores tentam usar poder, status e intimidação para proteger quem praticou a violência.

Essa postura não é exceção. É padrão. E é exatamente por isso que tantas vítimas de violência sexual têm medo de denunciar. O sistema não protege apenas quem erra, ele frequentemente constrange quem denuncia.

A Justiça fez a parte dela ao manter os réus presos. Mas o recado que fica é que a luta por proteção às vítimas de violência sexual, especialmente às crianças e adolescentes, precisa ser constante e coletiva.

Em resumo

Perguntas frequentes

Quem são os acusados no caso de estupro coletivo de Copacabana?
Os acusados estão presos e respondem por estupro com agravante de vítima menor de idade e cárcere privado. Um dos réus é filho do ex-subsecretário José Carlos Costa Simonin, segundo informações publicadas pelo Metrópoles.

O que acontece com quem intimida defensores de vítimas de violência sexual?
Dependendo do conteúdo da mensagem, a conduta pode configurar crime de ameaça ou coação. É importante que casos assim sejam noticiados às autoridades para que possam ser investigados.

Como proteger adolescentes vítimas de violência sexual?
Além de garantir a punição dos agressores, é fundamental que vítimas tenham acesso a acolhimento psicológico, representação jurídica e um sistema que não as revitimize durante o processo.