Campinas registrou 12 feminicídios em 2023, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. O número coloca a cidade entre as que mais precisam de políticas públicas estruturadas de proteção à mulher no interior paulista.
O que dizem os números
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2023), o Brasil registrou 1.410 feminicídios no ano — uma mulher morta a cada 6 horas. No estado de São Paulo, Campinas aparece entre os municípios com maior incidência proporcional à população feminina.
Os dados apontam um padrão: 77% das vítimas conheciam o agressor, e em mais da metade dos casos havia histórico de violência doméstica registrado. Isso significa que existiam oportunidades de intervenção que o poder público não aproveitou.
O que Campinas já tem — e o que ainda falta
Campinas conta com uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), uma Casa Abrigo e o programa Mulher Segura da Guarda Municipal. Mas a cobertura é insuficiente para uma cidade de 1,2 milhão de habitantes.
- Apenas 1 casa abrigo para toda a cidade
- Fila de espera para atendimento psicossocial nas CRAS
- Ausência de protocolo unificado entre saúde, assistência social e segurança
- Iluminação precária em bairros periféricos — fator direto de vulnerabilidade
O que a Rebeca propõe
A vereadora Rebeca Cristina defende a criação de um Centro de Referência Integrado que reúna atendimento jurídico, psicológico e assistência social em um único espaço, com funcionamento 24 horas. Além disso, propõe um programa municipal de iluminação de pontos críticos mapeados com participação das moradoras.
A Praça Thaís Vive, em homenagem a Thaís Souza da Silva — assassinada em 2018 —, é um símbolo dessa luta em Campinas. Manter sua memória viva é também manter o compromisso com as políticas que podem evitar novas tragédias.
Fontes: Secretaria de Segurança Pública SP, Fórum Brasileiro de Segurança Pública 2023, IBGE Cidades.