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Feminicídio de Valeria: um chamado urgente por basta e proteção às mulheres

É com um nó na garganta e uma indignação profunda que eu trago a história de Valeria Marques. Uma jovem influenciadora, de apenas 23 anos, que foi brutalmente assassinada ao vivo, durante uma live no TikTok. Um homem entrou no salão de beleza dela em Guadalajara, no México, alegando que daria um presente, e segundos depois tirou sua vida com dois tiros, um na cabeça e um no peito. Valeria caiu diante da câmera, e uma funcionária que estava com ela precisou desligar a transmissão. Esse crime chocante é um lembrete doloroso de que o feminicídio é uma realidade cruel e global, e que a gente precisa, de uma vez por todas, dizer um basta.

O que o caso de Valeria Marques revela sobre a violência de gênero?

Valeria Marques era uma influenciadora digital com mais de 100 mil seguidores, que compartilhava dicas de beleza, maquiagem e autoestima. Ela também havia sido Miss Face 2021. Sua vida foi interrompida de forma bárbara, e a polícia mexicana já suspeita de feminicídio, com indícios de que um ex-namorado possa ter encomendado o crime. Essa triste história expõe a face mais cruel da violência de gênero: a tentativa de silenciar e controlar a vida das mulheres, muitas vezes por parceiros ou ex-parceiros que não aceitam o fim de um relacionamento ou a autonomia feminina. O que aconteceu com a Valeria não é um caso isolado, é um exemplo extremo de uma violência estrutural que atinge mulheres em todo o mundo.

Qual a realidade do feminicídio no Brasil e em São Paulo?

A dor de ver a história de Valeria se repete, de diferentes formas, aqui no Brasil. Os números são alarmantes: uma mulher é vítima de feminicídio a cada 17 horas no nosso país. Isso significa que, enquanto a gente tenta viver, trabalhar e lutar pelos nossos sonhos, muitas mulheres estão tendo suas vidas ceifadas por serem mulheres. E a situação é ainda mais grave em São Paulo, nosso estado, que bateu o recorde de feminicídios pelo quarto ano consecutivo no ano passado. Isso mostra que as políticas públicas existentes não são suficientes, e que a rede de proteção precisa ser urgentemente ampliada e fortalecida. Não podemos aceitar esses números.

Como podemos lutar contra o feminicídio e proteger as mulheres?

A gente não pode se calar diante de tanta violência. É por isso que eu venho, mais uma vez, te convidar a se juntar a essa luta. Precisamos de mais do que indignação, precisamos de ação concreta. A assinatura do nosso abaixo-assinado é um passo importante para pressionar por políticas públicas eficazes, pelo fim do feminicídio e pela ampliação do sistema de acolhimento e proteção às mulheres em todo o estado de São Paulo. São essas medidas que podem nos dar um caminho para superar a violência e evitar que mais Valerias tenham suas vidas roubadas. A dignidade e a segurança das mulheres são inegociáveis.

Assine o abaixo-assinado e faça parte dessa corrente por proteção e justiça em rebecacristina.com

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é feminicídio?
Feminicídio é o assassinato de uma mulher “pela condição de ser mulher”, ou seja, motivado por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição feminina.

Como denunciar a violência contra a mulher no Brasil?
As denúncias podem ser feitas pelo Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher), pela Polícia Militar (190), ou em delegacias especializadas (DDMs) e comuns.

O que são os sistemas de acolhimento para mulheres vítimas de violência?
São serviços que oferecem apoio psicossocial, jurídico e, em muitos casos, abrigo temporário para mulheres em situação de violência e seus filhos, garantindo segurança e condições para que elas reconstruam suas vidas.