As igrejas são, muitas vezes, o primeiro lugar onde uma mulher busca acolhimento, escuta e socorro. Antes da delegacia, antes do serviço de saúde, antes de qualquer equipamento público: é para a fé e para a comunidade da igreja que muitas mulheres correm quando estão em perigo. Por isso, capacitar as lideranças e dialogar com os membros das igrejas evangélicas é um passo decisivo para transformar realidades, quebrar silêncios e salvar vidas.
Um dado que trago com muita seriedade: 40% das mulheres evangélicas já sofreram violência doméstica. Esse número exige uma resposta à altura.
Como nasceu o projeto Mulheres de Pé em Hortolândia?
No dia 30 de maio, demos um passo importante nessa caminhada. Iniciamos o projeto Mulheres de Pé no Jardim Nova Europa, em Hortolândia, em parceria com a Igreja Assembleia de Deus, Ministério de Jardim Amanda II, graças à liderança do Pastor Hélio.
Eu fui muito cobrada nas redes sobre quando teríamos projetos em Hortolândia, em Sumaré, nas outras cidades da região. Hoje, com parceiros como o Pastor Hélio, estamos conseguindo expandir os trabalhos e alcançar mais mulheres. A violência aqui na região de Campinas aumentou, a necessidade é grande, e a gente não pode esperar.
O que aconteceu no dia de lançamento?
Fizemos um café da manhã, um momento de acolhimento com as mulheres do bairro. Conversamos com mulheres na rua também. E distribuímos material informativo sobre feminicídio, para que as pessoas saibam reconhecer os sinais e saibam onde buscar ajuda.
Esse tipo de ação, que combina escuta, informação e proximidade, é o que a gente precisa replicar em cada bairro, em cada cidade da região. Ninguém vai buscar ajuda num lugar que não conhece ou que parece distante. A proteção tem que ir até onde as mulheres estão.
Como a comunidade religiosa pode ajudar no enfrentamento à violência?
Pastores, líderes de célula, responsáveis por grupos de mulheres: todos têm papel fundamental. Quando uma mulher procura a igreja depois de uma situação de violência, a forma como ela é acolhida pode determinar se ela vai pedir ajuda de verdade ou vai enterrar o silêncio ainda mais fundo.
Capacitar essas lideranças para identificar os sinais de violência, ouvir sem julgamento e orientar para os canais corretos de denúncia e proteção é o que o projeto Mulheres de Pé propõe.
Se você é da região de Campinas e enxerga essa necessidade de atuar com as mulheres da sua comunidade, entre em contato pelo rebecacristina.com. A gente está juntas nessa.
Em resumo
- 40% das mulheres evangélicas já sofreram violência doméstica, dado que justifica o trabalho nas igrejas.
- O projeto Mulheres de Pé foi lançado em 30 de maio, em Hortolândia, em parceria com a Igreja Assembleia de Deus, Ministério de Jardim Amanda II.
- A ação incluiu café da manhã, momento de acolhimento e distribuição de material informativo sobre feminicídio.
- O projeto visa expandir o trabalho para outras cidades da Região Metropolitana de Campinas.
Perguntas frequentes
O que é o projeto Mulheres de Pé?
É um projeto de Rebeca Cristina voltado ao acolhimento e proteção de mulheres em situação de violência, desenvolvido em parceria com igrejas evangélicas na Região Metropolitana de Campinas.
Por que atuar nas igrejas no enfrentamento à violência doméstica?
Porque as igrejas são frequentemente o primeiro ponto de busca de ajuda para mulheres em situação de violência. Capacitar líderes religiosos amplia a rede de proteção.
Como participar ou levar o projeto para minha comunidade?
Acesse rebecacristina.com ou entre em contato pelo Instagram @rebecacristinasp para saber como trazer o projeto para a sua cidade ou igreja.