Você, provavelmente, nunca ouviu ninguém falar sobre isso. Mas é um dado que me indigna profundamente e que precisamos enfrentar: no Brasil, apenas 7% das pessoas com deficiência conseguem concluir o Ensino Superior. Sete por cento! Essa é uma realidade que eu, como estudante da UNICAMP, conheço de perto e que me motiva a lutar por mais inclusão e acessibilidade para todos.
Por que tão poucas pessoas com deficiência chegam ao ensino superior?
Os dados do IBGE são claros e chocantes: a maioria das pessoas com deficiência é excluída do ensino superior. E por que isso acontece? A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo: ausência de políticas públicas eficazes. Não se trata de falta de capacidade ou de vontade, mas sim da falta de acesso e permanência adequados nesses ambientes. É uma barreira estrutural que impede talentos de se desenvolverem e de contribuírem plenamente com a nossa sociedade, perpetuando ciclos de desigualdade.
O que está sendo feito para mudar essa realidade em São Paulo?
Aqui em São Paulo, a situação não é muito diferente. Das grandes universidades públicas, apenas a UNICAMP, a UFABC e a UFSCar possuem cotas PCD para a graduação. Isso significa que a imensa maioria das instituições ainda não tem um olhar atento para essa parcela da população que tanto precisa de oportunidades. É uma luta que precisa ser ampliada, e eu acredito que podemos avançar muito se nos unirmos.
É por isso que no dia 21 de setembro, teremos um ato fundamental para toda a comunidade das pessoas com deficiência. No mesmo dia em que estarei na luta contra a anistia, eu vou estar também nessa marcha, com início no MASP, às 13h. Nosso objetivo é claro: lutar pela implementação de políticas de cotas PCD nas demais universidades do nosso Estado. Essa é uma missão que não posso cumprir sozinha. Posso contar com vocês para estarem conosco nesse dia, defendendo o direito à educação e à inclusão plena?
Em resumo
- Apenas 7% das pessoas com deficiência concluem o Ensino Superior no Brasil, segundo dados do IBGE.
- A principal causa é a ausência de políticas de acesso e permanência nas universidades.
- Em São Paulo, somente UNICAMP, UFABC e UFSCar oferecem cotas PCD para graduação.
- Uma marcha está marcada para 21 de setembro, às 13h, no MASP, para lutar por essa política em outras universidades do estado.
Perguntas frequentes
O que são cotas PCD?
Cotas PCD são políticas afirmativas que reservam vagas em universidades para pessoas com deficiência, facilitando seu acesso ao ensino superior e promovendo a diversidade e inclusão.
Por que as cotas PCD são importantes?
Elas são cruciais para corrigir a desigualdade histórica e a falta de acessibilidade, garantindo que pessoas com deficiência tenham as mesmas oportunidades de formação, desenvolvimento profissional e contribuição para a sociedade.
Como posso participar dessa luta?
Você pode se juntar à marcha no dia 21 de setembro, às 13h, no MASP, em São Paulo, e ajudar a divulgar a importância da inclusão no ensino superior para que mais instituições adotem essas políticas.