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Juventude e experiência juntas: o que aprendi visitando a professora Lúcia França na Baixada Santista

Fui recebida pela professora Lúcia França na Baixada Santista e saio desse encontro com a cabeça cheia de reflexões. Conversamos sobre o cenário educacional no estado de São Paulo, sobre mulheres na política e sobre os caminhos para enfrentar a violência contra mulheres na região. Esse tipo de diálogo é o que mais me fortalece para continuar nessa luta.

Por que a união entre juventude e experiência é insubstituível na política?

Tem uma coisa que eu aprendi cedo: sozinha, a juventude tem energia, disposição e vontade de mudar o mundo, mas erra por falta de referência. E só a experiência, sem a força e a urgência que a juventude traz, corre o risco de se acomodar no que sempre foi feito. A professora Lúcia representa bem esse tipo de liderança que entende isso, que abre a porta, que recebe, que dialoga, que considera o que vem da juventude como parte essencial da construção.

Visitamos a escola juntas. Conhecer o ambiente educacional de perto, entender como ele funciona, quais são os desafios que os professores e estudantes enfrentam no dia a dia, é fundamental para quem quer ter posicionamentos sérios sobre política educacional. Não dá pra falar de educação sem frequentar escolas.

O que significa enfrentar problemas estruturais com coragem?

É preciso ter coragem e posicionamento firme para olhar para os problemas estruturais do nosso estado, especialmente os que envolvem violência contra mulheres, e não desviar o olhar. A Baixada Santista tem sua própria realidade, seus próprios casos, e o debate sobre como construir redes de proteção lá exige que a gente ouça quem vive essa realidade todos os dias.

Saio desse encontro com a certeza de que o caminho passa pela soma: a experiência de quem conhece a gestão pública e a força de quem está chegando agora com novos olhares. Estamos juntas por um país menos violento e mais igual, como a professora Lúcia bem colocou.

Em resumo

Perguntas frequentes

Quem é a professora Lúcia França?
A professora Lúcia França é uma liderança educacional da Baixada Santista, com experiência em gestão pública e no debate sobre educação no estado de São Paulo.

Por que é importante que jovens lideranças visitem escolas?
Visitar escolas e conversar com professores e estudantes permite que quem atua politicamente tome posições baseadas na realidade de quem vive o sistema, e não apenas em dados abstratos ou discursos prontos.

Como a violência contra mulheres se conecta com o debate sobre educação?
A escola é um dos primeiros espaços onde se pode trabalhar prevenção: educar sobre consentimento, identificar sinais de abuso e criar redes de apoio. Projetos como o Escola Sem Assédio, fundado por Rebeca, partem exatamente dessa conexão entre educação e proteção.