A luta não para. Em Campinas, mulheres de todas as classes sociais são vítimas de violência todos os dias, e um homem no poder não pode ser agressor de mulheres.
Por que a violência doméstica não respeita classe social?
Uma das narrativas mais perigosas sobre violência doméstica é a de que ela é um problema apenas das camadas mais pobres da população. Não é. Em Campinas e em todo o Brasil, mulheres de diferentes origens sociais, níveis de escolaridade e condições econômicas são vítimas de violência praticada por parceiros ou ex-parceiros.
Essa compreensão é fundamental porque ela desfaz a ideia de que “aqui isso não acontece” ou que uma mulher com mais recursos está automaticamente protegida. O que protege as mulheres são políticas públicas, rede de acolhimento, legislação aplicada e uma cultura que não normalize a violência. Não o salário do mês.
Quando o agressor tem um mandato eletivo, a situação ganha um componente extra: ele usa o poder institucional para se proteger. As investigações precisam continuar. Não importa quem é o acusado, não importa qual cargo ele ocupa. A responsabilização é o que a gente exige.
A luta por uma Campinas mais segura para todas as mulheres é uma luta coletiva. E ela não para.
O que torna a violência doméstica um problema estrutural?
Ela atravessa classes sociais, raças e territórios. O que varia é o acesso às redes de proteção e acolhimento, que são muito mais precárias para mulheres em situação de vulnerabilidade econômica ou social.
Em resumo
- Em Campinas, mulheres de todas as classes sociais são vítimas de violência
- A violência doméstica não é um problema exclusivo de populações pobres
- Agressores no poder precisam ser investigados com a mesma seriedade que qualquer outro acusado
- As investigações contra o acusado devem continuar
Perguntas frequentes
Por que mulheres de classes mais altas têm mais dificuldade em denunciar?
Muitas vezes, o isolamento social, a dependência financeira emocional e o medo do julgamento público tornam a denúncia mais difícil, independentemente da renda.
O que significa “rede de proteção” para mulheres em situação de violência?
É o conjunto de serviços, equipamentos e políticas públicas que acolhem, orientam e protegem mulheres que vivem ou viveram situações de violência: casas-abrigo, delegacias especializadas, centros de referência, Ministério Público.
Como apoiar a luta em Campinas?
Acesse rebecacristina.com para conhecer as iniciativas de enfrentamento à violência de gênero e formas de participar.