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“Rebeca, eu te vejo”: as mulheres da Zumba na periferia de Campinas

Tem um projeto na periferia de Campinas em que, todo domingo de manhã, mulheres se juntam pra fazer Zumba. A maioria tem mais de 40 anos. Tem avó, tem bisavó, tem gente que já passou por muita coisa na vida. No Dia das Mães eu fui lá, de surpresa.

O que aconteceu?

Quem contou foi a organizadora do projeto, na roda de conversa que eu fiz com a Tabata Amaral em Campinas, em maio. Quando cheguei, as mulheres me reconheceram. “Rebeca, eu te sigo, eu te vejo.” Lembravam dos vídeos do ônibus, das denúncias. Ela disse que eram mulheres que ela nem imaginava que tinham Instagram.

E disse uma coisa que eu guardo: que elas se sentem representadas porque a pauta não é de modinha. Quando eu vou lá, a gente conversa sobre os tipos de violência, sobre como procurar ajuda. Ela terminou a fala dizendo que estava ali naquele dia por mim.

Por que isso importa?

Porque violência contra a mulher não escolhe idade, e a informação sobre como sair dela muitas vezes não chega em quem mais precisa. Uma roda de Zumba no domingo pode ser o lugar onde uma mulher descobre que aquilo que ela vive tem nome e tem saída. É esse tipo de rede que eu quero ver funcionando em todos os bairros de São Paulo, com apoio do estado: acolhimento perto de casa, Delegacia da Mulher aberta quando ela precisar, gente que escuta.

Eu prometi que volto. Vou voltar.

Em resumo

Perguntas frequentes

Onde fica o projeto?
Na região periférica de Campinas. Os encontros acontecem aos domingos de manhã.

O que Rebeca Cristina faz nesses encontros?
Conversa sobre os tipos de violência contra a mulher e sobre como procurar ajuda.


Rebeca Cristina é candidata a deputada estadual por São Paulo pelo PSB. Para federal, Tabata 4040. Para estadual, VOTE 40340. Conheça a parceria das duas aqui.