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O caso Amanda: a realidade por trás das câmeras e a luta contra o feminicídio

A história de Amanda, de 31 anos, mãe de três filhos e promotora de eventos, é um soco no estômago e um lembrete doloroso de que a violência contra a mulher muitas vezes se esconde por trás das aparências. Quantos casais são “algo” diante das câmeras, mas na realidade, a mulher sofre violências inomináveis? A justiça por Amanda é uma urgência que precisamos cobrar, e o caso dela nos mostra por que a luta pela proteção das mulheres é tão vital.

O que o caso Amanda revela sobre a violência oculta?

Recentemente, eu acompanhei de perto a repercussão do caso de Amanda. Ela e seu ex-marido, Carlos Eduardo, participaram juntos de um reality show de televisão em 2023. Para o público, eles pareciam um casal normal, em busca de prêmios e de uma experiência divertida. Mas, fora das telas, a realidade era bem diferente, e isso terminou de uma forma trágica.

No dia 18 de maio, Amanda teria saído de casa para deixar os filhos com o pai. Uma discussão aconteceu entre ela e Carlos Eduardo, e ele a enforcou até a morte. O corpo de Amanda, infelizmente, continua desaparecido. De início, Carlos Eduardo tentou ocultar o crime, dizendo à polícia que o carro dela havia sumido. Mas as imagens confrontaram a versão dele, mostrando Carlos Eduardo e o irmão colocando um saco suspeito em outro veículo. Só então ele confessou o feminicídio.

Esse caso é um espelho cruel da realidade de muitas mulheres. Ele nos leva a questionar: quantos casais vivem essa realidade paralela, onde a violência é a regra e a aparência de normalidade é só um disfarce para o sofrimento?

Como o sistema falha em proteger as mulheres?

O que aconteceu com a Amanda é fruto de um sistema que, infelizmente, ainda não protege as mulheres como deveria. É um sistema que, muitas vezes, dá aos homens a certeza de que a impunidade virá logo. E a Amanda não foi a única vítima dessa falha.

Em São Paulo, os números de feminicídio mais do que dobraram no ano passado. Isso é um dado alarmante, que mostra que estamos falhando gravemente em garantir a segurança e a vida das mulheres no nosso estado. Não podemos aceitar que a violência de gênero continue crescendo enquanto as políticas públicas e os mecanismos de proteção se mostram insuficientes.

É por esse motivo que eu te convido a fazer parte de um movimento que luta pela vida e pela proteção das mulheres no estado de São Paulo. Se você também acredita que precisamos mudar essa realidade e fortalecer as redes de apoio e as políticas de enfrentamento à violência, assine o abaixo-assinado pela proteção das mulheres em São Paulo, disponível em rebecacristina.com. A nossa luta é coletiva, e a voz de cada um de nós faz a diferença.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é feminicídio?
Feminicídio é o assassinato de mulheres por razões de gênero, ou seja, quando o crime envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Como denunciar casos de violência contra a mulher?
Você pode denunciar qualquer forma de violência contra a mulher ligando para o 180, a Central de Atendimento à Mulher, ou procurando a Delegacia da Mulher mais próxima.

Existe alguma iniciativa para fortalecer a proteção das mulheres em SP?
Sim, existe um abaixo-assinado pela proteção das mulheres no Estado de São Paulo, que busca mobilizar a sociedade e as autoridades para fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero. Você pode assinar em rebecacristina.com.