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As prioridades da juventude: o que os estudantes querem do governo?

É sempre inspirador ouvir a juventude. Recentemente, no Congresso da Uni, eu tive a oportunidade de conversar com estudantes e perguntar a eles: o que vocês pensam que deve ser prioridade do governo? As respostas foram claras e mostram uma juventude engajada, com pautas muito bem definidas para um Brasil mais justo e equitativo.

Entre as demandas mais citadas, surgiram três pilares que ecoam as necessidades da nossa sociedade: a urgência da redução da jornada de trabalho, a busca por uma educação de qualidade que alcance a todos, e a necessidade de uma igualdade tributária mais justa. Esses pontos não são apenas desejos, mas reflexos de desafios reais que afetam diretamente a vida dos jovens e da população em geral.

Por que a jornada de trabalho importa para os jovens?

Um dos estudantes levantou a pauta do fim da escala 6 por 1, chamando-a de “desumana”. E eu concordo. Essa escala não só precariza as relações de trabalho, mas também impacta diretamente a saúde mental, o tempo de estudo e o lazer dos jovens que já estão inseridos no mercado. Reduzir a jornada de trabalho é garantir mais dignidade, mais tempo para se dedicar aos estudos, à família e ao próprio desenvolvimento pessoal. É um passo fundamental para um futuro do trabalho mais humano e equilibrado, especialmente para a nossa juventude que está começando a construir suas carreiras.

Como a educação pode transformar a realidade da periferia?

Outra prioridade que a juventude defende com veemência é a educação de qualidade, especialmente nas periferias. Um dos jovens falou sobre a importância de colocar mais políticas públicas nesses bairros, com projetos que aproximem a educação da realidade local e ajudem os estudantes a permanecerem nas escolas e universidades. Eu, que sou estudante de Geografia da UNICAMP e vim da escola pública, sei o poder transformador da educação. É através dela que a gente constrói oportunidades, rompe ciclos de desigualdade e forma cidadãos críticos e atuantes. Investir na educação da periferia é investir no futuro do nosso país e na autonomia de milhares de jovens.

Qual o impacto da igualdade tributária na vida dos estudantes?

A questão da igualdade tributária também foi um ponto alto nas conversas. Um dos estudantes destacou que essa é uma das prioridades do governo, principalmente em relação às desigualdades que ainda persistem no país. Ele mencionou que a aprovação da ampliação da extensão do imposto de renda poderia ser um avanço. Para mim, essa pauta é crucial. Um sistema tributário mais justo, que taxe mais quem tem mais e alivie o peso sobre os mais pobres, é essencial para reduzir a desigualdade social e garantir que os recursos sejam investidos onde realmente importam, como na educação e em serviços públicos de qualidade. É uma questão de justiça social que impacta diretamente a capacidade dos jovens de acessar oportunidades e construir um futuro.

As vozes desses estudantes nos mostram que a juventude não está alheia aos problemas do país. Pelo contrário, está atenta, engajada e com propostas concretas para um futuro melhor. É nosso papel, como sociedade e como lideranças políticas, ouvir essas demandas e transformá-las em ações. A luta por um Brasil mais justo e igualitário passa necessariamente por dar voz e espaço para quem vai construir o amanhã.

Em resumo

Perguntas frequentes

Por que a escala 6 por 1 é considerada desumana?
Porque exige seis dias de trabalho para um de folga, gerando sobrecarga, estresse e pouco tempo para descanso e atividades pessoais, impactando a qualidade de vida.

Como a educação na periferia pode ser melhorada?
Com mais políticas públicas e projetos que aproximem a educação da realidade local, garantindo a permanência e o sucesso dos estudantes.

O que é igualdade tributária?
É um sistema de impostos que busca distribuir a carga fiscal de forma mais justa, taxando mais quem tem maior capacidade financeira e menos quem tem menor renda, visando reduzir a desigualdade social.