← Voltar ao início

Rebeca Cristina: A escola como pilar fundamental no combate ao assédio sexual

A gente precisa falar sobre algo muito sério e que atinge nossas crianças e adolescentes: o assédio sexual. Eu venho pautando essa discussão em Campinas há quase três anos, por meio de projetos como o Escola Sem Assédio e o Carnaval Sem Assédio. É um tema que ainda é tabu para muitas pessoas, mas a verdade é que precisamos combater a violência sexual em todo lugar, principalmente porque ela acontece em todos os tipos de ambientes. E, para mim, tudo começa pela educação.

Nossas casas e as escolas deveriam ser os ambientes mais seguros para uma criança, os lugares onde elas aprendem a se defender e a entender seus direitos. É por isso que discutir o combate ao assédio sexual na escola não é só importante, é urgente.

Por que a escola é um ambiente chave para combater a violência sexual?

Existem dois motivos principais para a gente focar essa conversa no ambiente escolar. O primeiro deles é um dado que me choca sempre que eu repito: a cada quatro casos de violência sexual registrados no Brasil, três são contra crianças ou adolescentes. E o mais alarmante é que, em 70% desses casos, a violência acontece dentro do próprio ambiente familiar.

É aí que a escola se torna um pilar fundamental. Quando a vítima não encontra acolhimento na família, que deveria ser seu porto seguro, o local que ela mais frequenta e onde pode ter a chance de buscar ajuda é a escola. Por isso, é essencial que todos os agentes da escola, desde a diretoria, professores, funcionários, até nós, estudantes, compreendam os diferentes tipos de violência e, principalmente, saibam como oferecer o acolhimento correto. Não podemos deixar uma criança ou adolescente desamparado.

Como a educação e o respeito mútuo transformam o ambiente escolar?

O segundo ponto é que a violência sexual pode acontecer em qualquer lugar que a gente frequenta, e a escola não é uma exceção. Infelizmente, muitas denúncias de assédio sexual acontecem dentro das escolas, e o tipo de violência mais comum é entre os próprios alunos.

Diante disso, é absolutamente necessário que estudantes e funcionários da escola estejam completamente cientes sobre seus direitos e sobre os procedimentos de denúncia. Além disso, precisamos pregar o respeito mútuo constantemente. A educação sobre consentimento, limites e dignidade deve ser uma parte integrante do currículo invisível e visível da escola.

Nós crescemos nas nossas casas e nas escolas, e é nesses lugares que precisamos aprender a nos defender, a reconhecer o perigo e a buscar ajuda. É um trabalho coletivo, que exige o compromisso de todos para que a gente possa garantir que nossas crianças e adolescentes cresçam em ambientes verdadeiramente seguros e protetores.

Em resumo

Perguntas frequentes

Qual a importância da escola no combate à violência sexual?
A escola é fundamental porque, em muitos casos, é o único local seguro onde crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, especialmente a intrafamiliar, podem encontrar acolhimento e buscar ajuda.

Quais projetos a Rebeca Cristina desenvolve para combater o assédio sexual?
Eu sou fundadora de projetos como o “Escola Sem Assédio” e o “Carnaval Sem Assédio”, que atuam em Campinas no combate e prevenção à violência sexual.

Como podemos fortalecer o ambiente escolar contra o assédio?
Fortalecemos o ambiente escolar educando todos os agentes, alunos, professores e funcionários, sobre os tipos de violência, direitos, procedimentos de denúncia e a importância do respeito mútuo e do acolhimento.