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Rebeca Cristina: Homens matam mulheres quando? A misoginia por trás dos feminicídios

A gente vive em um país onde a vida de uma mulher pode ser tirada por motivos absurdos, e o pior: muitas vezes, a própria sociedade busca “justificativas” para essa violência. Eu acompanhei alguns casos brutais nos últimos dias, e o que eles mostram é que homens se sentem no direito de matar mulheres por elas simplesmente serem mulheres, não importa o que elas fizeram ou disseram.

Por que a misoginia ainda tira a vida de mulheres jovens?

As imagens que eu compartilhei são um soco no estômago e mostram a misoginia enraizada na nossa sociedade. Elas nos fazem pensar: “Homens matam mulheres quando?”. E a resposta é revoltante.

Vemos casos como o de Vitória Regina de Souza, morta porque, supostamente, estava saindo sozinha do trabalho. Ou o de Clara Maria Venancio Rodrigues, que perdeu a vida por repreender nazistas. E, infelizmente, também Emily Azevedo Sena, vítima fatal por engravidar na adolescência.

Essas são apenas algumas das “justificativas” que tentam dar para os feminicídios, mas a verdade é uma só: elas morreram porque eram mulheres. A idade também é um fator cruel: mulheres jovens são as principais vítimas de violências e feminicídio, o que expõe uma vulnerabilidade ainda maior e uma misoginia que se manifesta de forma brutal contra essa parcela da população.

É inaceitável que a vida de uma mulher seja condicionada a essas circunstâncias. Não podemos normalizar ou aceitar que a liberdade de ir e vir, a coragem de se posicionar ou até mesmo uma condição de vida se tornem sentenças de morte.

O que podemos fazer para combater essa realidade?

A luta contra a violência de gênero e o feminicídio é uma batalha diária que exige a mobilização de todas e todos nós. Não dá para esperar que a solução caia do céu. Precisamos de políticas públicas eficazes, de uma rede de proteção que funcione de verdade e, acima de tudo, de uma mudança cultural profunda que desconstrua essa misoginia que ainda mata.

Eu estou nessa luta há anos, e vejo que só com a união e a indignação coletiva conseguiremos colocar um basta nessa barbárie. É um movimento nacional pela vida das mulheres, e cada voz, cada ação, faz a diferença.

Se você quer ser parte dessa mudança, junte-se a nós. Acesse rebecacristina.com para conhecer mais sobre as minhas iniciativas e como você pode se engajar em um movimento nacional pela vida das mulheres e contra o feminicídio.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é feminicídio?
Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher, motivado por ódio, desprezo ou discriminação de gênero. É a forma mais extrema de violência de gênero.

Por que mulheres jovens são mais vulneráveis ao feminicídio?
Mulheres jovens muitas vezes enfrentam maior vulnerabilidade devido a fatores como dependência econômica, relacionamentos abusivos iniciados cedo e a persistência de uma cultura machista que as objetifica e as submete a controle.

Como posso me mobilizar contra a violência de gênero e o feminicídio?
Você pode se engajar em campanhas, apoiar organizações que atuam na causa, denunciar casos de violência, educar-se e educar outras pessoas sobre o tema, e exigir políticas públicas mais eficazes dos governantes. A união de esforços é fundamental.