O Maio Laranja não é só uma data no calendário, é um grito de alerta e um convite urgente para a gente olhar de frente para uma das maiores violências que assola nosso país: o abuso e a exploração sexual infantil. Em 2024, o Brasil registrou mais de 200.000 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Um número que nos choca e nos obriga a agir, e que reforça o quanto a nossa luta é fundamental.
Por que a proteção de crianças e adolescentes é tão desafiadora?
É assustador pensar que 70% das vítimas de violência sexual são crianças e adolescentes, e que, em um país tão grande como o nosso, temos apenas 11 núcleos de justiça especializados para esses casos. Essa fragilidade das nossas instituições é um dos maiores motes da nossa luta. A violência sexual não é um problema isolado, ela está, infelizmente, enraizada na nossa sociedade, muitas vezes normalizada, e o pior: fazendo com que a própria vítima carregue a culpa pelo que sofreu.
Eu vejo isso de perto e sei que a dificuldade de conseguir apoio e fazer a denúncia é imensa, principalmente quando a violência acontece dentro do próprio núcleo familiar. É nesse cenário que a gente precisa de mais do que campanhas de conscientização, precisamos de ações concretas e de uma rede de proteção que realmente funcione para todos. As coisas não deveriam ser dessa forma, e precisamos mudar isso.
Como podemos fortalecer a rede de proteção?
O Brasil até conta com políticas públicas importantes, como a Lei da Escuta Ativa, que garante um atendimento especializado para crianças vítimas ou testemunhas de violência. Mas, como muitas outras políticas, ela não chega para todo mundo. Pensando nisso, há alguns anos, eu comecei o projeto Escola Sem Assédio, que também pressiona por um projeto de lei aqui em Campinas. Minha ideia é que a escola possa ser essa base segura, um ponto de apoio onde crianças e adolescentes, que muitas vezes não têm suporte em casa, possam encontrar ajuda para denunciar e sair da situação de violência.
Essa luta se conecta com outras frentes que eu abraço. Por isso, este ano, eu também lancei um abaixo-assinado contra o feminicídio em São Paulo, que busca ampliar os equipamentos de acolhimento e proteção para mulheres vítimas de violência. Crianças, adolescentes e mulheres merecem e precisam ter acesso a redes de proteção eficazes. Se você quer fazer parte dessa luta por um futuro mais seguro e digno para todas e todos, venha se juntar a nós. Você pode encontrar mais informações sobre essas iniciativas em rebecacristina.com.
Em resumo
- O Maio Laranja destaca a urgência de combater o abuso e a exploração sexual infantil.
- Em 2024, o Brasil registrou mais de 200.000 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.
- A fragilidade institucional e a normalização cultural dificultam o enfrentamento e a denúncia.
- Projetos como o Escola Sem Assédio e o abaixo-assinado contra o feminicídio buscam fortalecer as redes de proteção para crianças, adolescentes e mulheres.
Perguntas frequentes
O que é o Maio Laranja?
É uma campanha nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Qual a importância da Escola Sem Assédio?
Ela busca transformar a escola em um ambiente seguro para crianças e adolescentes denunciarem casos de violência sexual, especialmente quando o apoio familiar é ausente.
Como posso contribuir para essa causa?
Você pode se informar sobre as iniciativas de proteção, como o projeto Escola Sem Assédio, e apoiar o abaixo-assinado por mais políticas de proteção às mulheres em São Paulo, disponível em rebecacristina.com.