← Voltar ao início

Rebeca Cristina: A Urgência de Ação Contra o Crescimento da Violência na RMC

Recentemente, um caso em Monte Mor me chocou profundamente e me fez refletir sobre a urgência da nossa luta. Uma mulher quase perdeu a vida em uma tentativa brutal de feminicídio, onde o agressor tentou atear fogo nela com gasolina. Ela só sobreviveu porque a irmã agiu rápido e chamou a polícia. A vítima apresentava ferimentos na cabeça e as roupas impregnadas com o cheiro da gasolina. O autor foi preso, mas a dor e o trauma permanecem. Essa é uma realidade que não podemos ignorar, e infelizmente, não é um caso isolado.

Por que a violência contra a mulher não para de crescer?

Esse caso de Monte Mor é só mais um exemplo do que estamos vivendo aqui na nossa região. Os números são alarmantes e só confirmam o cenário preocupante em que estamos inseridas. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), as denúncias de violência contra a mulher aumentaram 14,5% em 2024. No estado de São Paulo, as denúncias no Disque 180 cresceram 20%. Estamos falando de um estado que atingiu recordes de feminicídio neste ano.

Essa é uma realidade que não protege as mulheres e que, muitas vezes, permite que homens que cometem esses crimes saiam impunes. A violência assume muitas formas, física, psicológica, emocional e patrimonial, e atinge milhares de mulheres todos os dias. Ela não escolhe lugar, classe social ou idade. É um problema estrutural que exige uma ação coletiva e eficaz. Eu estou há anos nessa luta, e sei que não podemos baixar a guarda. Ninguém vai estar livre até que todas nós estejamos livres.

Como buscar ajuda e fazer parte da solução?

Apesar desse cenário desafiador, existem redes de apoio e formas de buscar ajuda. É fundamental que as mulheres saibam que não estão sozinhas e que há canais para denunciar e buscar proteção.

Canais de Denúncia e Apoio:
* Disque 100: Atendimento 24 horas para denúncias de violações de direitos humanos.
* Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, que oferece acolhimento, orientação e encaminhamento.
* Delegacias de Defesa da Mulher (DDM): Espaços especializados para registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas.
* CRAS e CREAS: Centros de Referência de Assistência Social que oferecem apoio psicossocial e jurídico.

Nós precisamos agir contra a violência de gênero, cobrando políticas públicas que realmente protejam as mulheres. Por essa razão, eu te convido a assinar o abaixo-assinado contra o feminicídio no estado de São Paulo e por políticas de proteção. Você pode encontrar o link em rebecacristina.com. Compartilhe essa mensagem e ajude a espalhar a informação. A luta contra a violência é de todos nós.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que é feminicídio?
Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. É a forma mais extrema de violência de gênero, motivado por ódio, desprezo ou discriminação.

Como identificar os tipos de violência contra a mulher?
A violência pode ser física (agressões, espancamentos), psicológica (ameaças, humilhações, controle), emocional (isolamento, chantagem), patrimonial (controle financeiro, destruição de bens) e sexual (assédio, estupro).

Quais são os canais de denúncia para violência contra a mulher?
Os principais canais são o Disque 100, o Ligue 180, as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS e CREAS).

Como posso ajudar a combater a violência de gênero?
Você pode ajudar denunciando casos que presenciar, informando-se e compartilhando informações sobre o tema, apoiando organizações e iniciativas de combate à violência e pressionando por políticas públicas eficazes.