Uma mulher teve as duas pernas amputadas porque foi arrastada ao longo de toda uma avenida por um homem que a perseguia e a tratava como um objeto. Essa mulher não morreu fisicamente, mas esse homem acabou com toda a dignidade que ela tinha em vida. Esse caso resume o que estamos vivendo.
O que os dados dizem sobre a violência contra mulheres em SP?
Na cidade de São Paulo, temos um novo recorde de feminicídios em 2025. E isso com os dados de novembro e dezembro ainda sem lançamento. O número já superou o de 2024 inteiro.
Isso que estamos vivendo é reflexo de uma sociedade que desumaniza mulheres, que pratica a misoginia e que banaliza os direitos humanos. E o governo estadual contribui ativamente para isso: a Secretaria de Mulheres do estado de São Paulo teve um corte de aproximadamente 94% das suas verbas.
Repito porque é preciso que isso seja dito claramente: 94% de corte nas verbas da Secretaria responsável por políticas de proteção às mulheres. Isso não é descuido. É colaboração com a morte dessas mulheres.
Por que as políticas públicas de proteção não funcionam?
Porque elas estão sendo desmontadas. Equipamentos de acolhimento sem verba ficam sem estrutura para atender quem precisa. Centros de referência fecham ou funcionam de forma precária. A mulher que consegue coragem de denunciar um agressor encontra uma rede que não consegue ampará-la.
E enquanto isso, as mulheres não estão morrendo por acaso. Elas estão morrendo por serem mulheres.
O que precisa mudar?
A violência de gênero precisa ser tratada como o que já é há muito tempo: uma questão de segurança pública e de saúde pública. Isso significa verbas, equipamentos, punição efetiva e uma política de Estado que não varie ao sabor de quem está no governo.
Por isso, convido você a assinar o abaixo-assinado por proteção e acolhimento das mulheres no estado de São Paulo, que está em rebecacristina.com. Cada assinatura é um sinal de que a sociedade não aceita esse extermínio.
Em resumo
- São Paulo bateu novo recorde de feminicídios em 2025, com dados de novembro e dezembro ainda sem lançamento.
- A Secretaria de Mulheres do estado de São Paulo teve corte de aproximadamente 94% nas suas verbas.
- A falta de políticas públicas efetivas e o corte de verbas são descritos como colaboração com a morte das mulheres.
- Um abaixo-assinado por proteção às mulheres no estado está disponível em rebecacristina.com.
Perguntas frequentes
Qual foi o corte na Secretaria de Mulheres de SP?
Aproximadamente 94% das verbas da Secretaria de Mulheres do estado de São Paulo foram cortadas, segundo os dados mencionados.
O feminicídio é considerado crime no Brasil?
Sim. O feminicídio é tipificado como homicídio qualificado desde 2015, com pena mais severa por ser motivado pelo gênero da vítima.
Como posso contribuir para a proteção das mulheres em SP?
Assine o abaixo-assinado em rebecacristina.com, apoie organizações que atuam no acolhimento de mulheres em situação de risco e denuncie violência pelo Ligue 180.