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Tabata Amaral sobre Rebeca Cristina: coragem e diploma de realidade

Em maio, numa roda de conversa aqui em Campinas, a Tabata Amaral falou por uns doze minutos sobre por que caminha comigo. Ela deu três razões, e eu quero registrar aqui as três, com as palavras dela, porque elas dizem muito sobre o tipo de política que a gente quer fazer.

Primeira razão: mais gente de baixo lá dentro

A Tabata contou que naquela semana tinha sido chamada de mentirosa e de louca em reunião, em Brasília. A resposta dela a esses ataques é o que ela chama, rindo, de plano de vingança: levar mais gente parecida com ela pra dentro da política.

“Não precisa pensar igual a mim, não precisa votar igual a mim. Precisa ser uma pessoa honesta, séria, se possível que venha de baixo, porque eu acho que isso importa.” E completou: “Se a gente puder ter outra baixinha lá, batendo de frente, eu acho que isso faz diferença.”

Ela explicou que o que mais incomoda quem ataca é que, no roteiro deles, uma mulher que nasceu pobre não deveria estar lá. Eu cresci no Padre Anchieta, no Vila Régio e no Parque Santa Bárbara, estudei em escola pública. Esse roteiro também não era pra mim.

Segunda razão: coragem

Quando a Tabata foi eleita, todo mundo dizia que ela ia ser engolida. Uma menina, com aquela voz, com aquela altura. Ela tinha medo de não conseguir aprovar nada. Aprovou. E, depois de sete anos no Congresso, a lição que ela tira é que a diferença está em ter coragem de bancar o que se acredita, mesmo quando desagrada.

“Se é pra gente defender mulher, se é pra gente defender educação, a gente vai ter que brigar muito e vai ter que desagradar muito.” E aí ela virou pra mim: “Eu vejo isso muito em você, de ter coragem, de ir pra cima, de bancar as suas convicções.”

Terceira razão: diploma de realidade

A Tabata estudou muito. Mesmo assim, ela diz que os projetos mais importantes dela vieram da rua. “Não foi nos livros que eu aprendi que menina perdia aula por falta de absorvente. Não foi nos livros que eu aprendi que jovem abandonava o ensino médio porque tinha que trabalhar.”

É isso que ela chama de diploma de realidade. E fechou assim: “A Rebeca tem muito diploma de realidade, dela e de quem está no entorno dela.”

Eu levo isso como responsabilidade. Pego ônibus, ando pelos bairros, escuto mulher que não aguenta mais ter medo. É daí que vem o que eu defendo.

Em resumo

Perguntas frequentes

Onde a Tabata Amaral falou sobre Rebeca Cristina?
Numa roda de conversa em Campinas, em maio de 2026.

Quem são as duas?
Tabata Amaral é deputada federal e candidata à reeleição pelo PSB, número 4040. Rebeca Cristina é candidata a deputada estadual por São Paulo pelo PSB, número 40340.

O que é diploma de realidade?
É como a Tabata chama o conhecimento que vem da vivência, de quem conhece de perto os problemas que a política precisa resolver.


Veja a história das duas e o que as une nesta página. Para federal, Tabata 4040. Para estadual, VOTE 40340.