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Violência Política de Gênero: Por que mulheres são silenciadas e como resistimos

É desolador ter que gravar um vídeo como este, mas a gente precisa nomear o que está acontecendo: feminicídios políticos e violência política de gênero. Mulheres estão sendo silenciadas não apenas por serem mulheres, mas pela luta que elas carregam e pela posição que ocupam na sociedade. Isso é um grito de alerta que não podemos ignorar.

O que é a violência política de gênero e como ela se manifesta?

A gente vê casos chocantes que escancaram essa realidade. A Laura Sabino, influenciadora com milhões de seguidores, foi vítima de tentativa de feminicídio pelo próprio irmão. Ela conseguiu fugir e sobreviveu. A Elisane Rodrigues, única vereadora eleita em Formigueiro, no Rio Grande do Sul, foi assassinada. A Gabriela Mariel, líder de um movimento de mulheres em Mauá, na Grande São Paulo, também foi vítima de feminicídio pelo próprio marido.

Essas mulheres não estão morrendo só por serem mulheres, mas pela voz que elas têm, pela liderança que exercem e pela luta que representam. Nós estamos falando de um sistema que, além de privilegiar a vida de homens em detrimento da vida das mulheres, subjuga a vida feminina como inferior. É por isso que nossas políticas públicas de proteção às mulheres, mesmo existindo no papel, são tão inacessíveis. A maioria das mulheres não consegue ter acesso e não recebe o acolhimento necessário.

Como a internet amplifica essa violência?

A ascensão de movimentos conservadores e grupos como os “Red Pills” na internet tem instigado esses feminicídios e a violência política. O caso da Laura Sabino é um exemplo claro: antes de ser atacada pelo irmão, ela foi alvo de uma onda de fake news propagada por um influenciador de direita, que a acusou falsamente de envolvimento com drogas e de maltratar funcionários. Depois dessas mentiras, o irmão dela começou a ameaçá-la, até que invadiu a casa e tentou o feminicídio.

Essa tática não é nova. Desde 2018, quando Marielle Franco foi assassinada, vimos uma onda de fake news na internet acusando-a falsamente de envolvimento com o tráfico de drogas. Essa mentira descarada serviu para justificar a comemoração da morte de Marielle por parte da população. A misoginia e a violência são armas políticas para nos silenciar. Eles tentam nos calar fisicamente, espiritualmente e ideologicamente.

Mas nós precisamos resistir. Precisamos lembrar das nossas irmãs que perderam a vida fazendo o que nós estamos fazendo. Essas mulheres são inspiração na nossa luta. Eu luto contra a violência de gênero, e se você quer fazer parte de um movimento que luta pela vida e proteção das mulheres no estado de São Paulo, visite rebecacristina.com.

Em resumo

Perguntas frequentes

O que define um feminicídio político?
É o assassinato de uma mulher que ocorre não apenas por ela ser mulher, mas também devido à sua atuação política, liderança ou ativismo social, visando silenciar sua voz e sua luta.

Qual o papel das fake news na violência política de gênero?
As fake news são usadas para difamar, descredibilizar e criar narrativas falsas sobre mulheres em posições de destaque, incitando o ódio e, em alguns casos, desencadeando violência física ou tentativas de silenciamento.

Como podemos combater a violência política de gênero?
Combater a violência política de gênero envolve nomear o problema, fortalecer as políticas públicas de proteção, promover a educação e a conscientização, e apoiar a participação e a voz das mulheres na política e na sociedade.